Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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Durante o discurso feito na manhã desta sexta -feira (3/9) para estudantes da Universidade de Havana, o ex-presidente de Cuba Fidel Castro falou sobre os “perigos que a espécie humana enfrenta diante da possibilidade de uma guerra nuclear”. Este foi o primeiro pronunciamento público de Fidel desde 2006, quando deixou o cargo para o irmão, Raúl Castro.

“É sabido e não me resta alternativa que não recordar o fato de que já não estamos vivendo na época das cavalarias. Não podemos perder tempo [falando] com guerras anacrônicas que nos enfraquecem e esgotam as energias, os inimigos fazem as guerras”, afirmou Fidel, fazendo referência ao poder de destruição das armas disponíveis atualmente.

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Ao chegar à universidade, a mais tradicional do país, Fidel foi recebido por estudantes na escada do prédio principal e aplaudido.

No discurso, Fidel mencionou também o fato de os Estados Unidos terem sido o primeiro país a usar armas nucleares, em 1945, contra Hiroshima e Nagasaki no final da Segunda Guerra Mundial. Para o ex-presidente, o problema atualmente é ainda maior porque as armas de hoje “equivalem em 440 mil vezes” o poder destrutivo das bombas usadas pelos EUA contra o Japão.

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Efe



Fidel durante discurso na Universidade de Havana

As ameaças nucleares têm sido o tema mais recorrente dos pronunciamentos e artigos de Fidel. No mês passado, ele convocou uma sessão extraordinária na Assembleia Nacional de Cuba e falou do mesmo assunto. Na ocasião, ele disse que apenas o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, será capaz de impedir uma guerra nuclear. “Um homem terá de tomar uma decisão solitária. É o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama”, afirmou.

Irã

Fidel tem feito também críticas constantes às sanções impostas ao Irã por parte da comunidade internacional. Há quase três meses, a república islâmica está sob restrições econômicas impostas por parte da comunidade internacional. A pressão, feita pelos Estados Unidos, é para o governo iraniano suspender o programa nuclear, sob a acusação de ter fins militares. As autoridades iranianas negam o objetivo seja construir a bomba atômica.

Afastado da presidência desde 2006 para se tratar de um problema de saúde, Fidel reapareceu em público nos últimos meses. Recentemente, em entrevista ao jornal mexicano La Jornada, afirmou ter ficado “entre a vida e a morte” no período em que estava doente, mas não mencionou qual era o diagnóstico que tinha. Ele contou ainda que chegou a pesar cerca de 50 quilos e que atualmente pesa 85. Ele tem 1,90 m.

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Em primeiro discurso em 4 anos, Fidel volta a alertar para iminência de guerra nuclear

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