Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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A primeira viagem internacional de Luiz Inácio Lula da Silva após ser eleito presidente do Brasil, em outubro passado, teve sua segunda parada nesta sexta-feira (18/11), em Lisboa.

O futuro mandatário brasileiro teve duas reuniões na capital portuguesa. Na primeira, ele se encontrou primeiro com os presidente anfitrião, Marcelo Rebelo de Sousa, e de Moçambique, Filipe Nyusi. Horas mais tarde, visitou o primeiro-ministro de Portugal, António Costa.

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Após a reunião com o premiê luso, Lula fez declarações e respondeu perguntas da imprensa. Repetiu a frase que foi várias vezes repetida em sua passagem pela Conferência das Nações Unidas Sobre as Mudanças Climáticas (COP27): “o Brasil voltou”, em referência a que o seu governo pretende reatar as relações internacionais do país que foram afetadas pela postura isolacionista do governo de Jair Bolsonaro. Também se referiu a temas nacionais.

O presidente eleito disse que seu terceiro mandato, que se iniciará em janeiro de 2023, terá como missão fazer o Brasil “voltar a viver democraticamente com a diversidade”

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“Queremos que na sociedade brasileira volte a reinar a paz, que a gente volte a conviver democraticamente na diversidade, porque sem tranquilidade não é possível fazer um país voltar a crescer, gerar empregos e distribuir as riquezas que o povo precisa”, explicou.

Sobre as críticas que tem recebido sobre a política fiscal que seu governo adotará para viabilizar políticas como o Bolsa Família permanente no valor de 600 reais e outros programas sociais a serem criados ou retomados, Lula respondeu com uma alfinetada ao mercado financeiro.

Dois dias depois de discursar na COP27, no Egito, presidente eleito do Brasil se encontrou em Lisboa com o premiê António Costa

Reprodução YouTube

Lula e António Costa, durante coletiva conjunta em Lisboa

“Eu vou voltar a aumentar o salário todo ano, eu vou voltar a gerar emprego neste país, e nós vamos voltar a ser responsáveis do ponto de vista fiscal, sem precisar atender tudo que o sistema financeiro quer”, comentou Lula.

Em seguida, o líder petista amenizou o discurso e citou sua mão, Dona Lindú, para assegurar que o próximo governo saberá equilibrar a responsabilidade fiscal com os investimentos necessários para cumprir seus objetivos programáticos.

“Aprendi com a minha mãe que era analfabeta que a gente só pode gastar o que a gente tem ou o que a gente ganha, mas se a gente tiver que fazer uma dívida para construir um ativo novo, que a gente faça com responsabilidade, para que o país possa voltar a crescer. Então eu vou cuidar do povo brasileiro, com muito respeito, com muita autoridade. Eu quero dizer alto e bom som: Eu tenho um compromisso com o povo brasileiro”, completou Lula.

Para finalizar, Lula lamentou o fato de o Brasil se isolar no cenário internacional. Sem citar o nome de Bolsonaro, o presidente eleito disse que o atual governo “faz questão de não conversar com ninguém, de não receber ninguém (…) ninguém quer visitar o Brasil porque ele teve um comportamento totalmente anti-Brasil e anti-democrático”.

“Nenhum país que sofreu bloqueio nesses 30 anos teve o isolamento que o Brasil teve por culpa do próprio governo brasileiro. Não foi o mundo que isolou o Brasil. Foi o Brasil que se isolou”, afirmou Lula.