Domingo, 10 de maio de 2026
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A Assembleia Nacional francesa iniciou, nesta segunda-feira (06/02), o debate sobre a impopular reforma previdenciária promovida pelo presidente Emmanuel Macron em um clima tenso, em meio a protestos da oposição de esquerda, que obrigaram à suspensão temporária da sessão. Uma terceira jornada de greve contra a reforma foi convocada por sindicatosrf esta terça-feira (07/02).

“Estamos aqui, estamos aqui…”, disse na tribuna o ministro do Trabalho, Olivier Dussopt, quando a presidente da Câmara, a centrista Yaël Braun-Pivet, viu-se obrigada a suspender a sessão por alguns minutos, devido aos protestos.

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As bancadas de esquerda protestavam contra a atribuição à extrema direita, mediante sorteio, da possibilidade de defender uma emenda pedindo que a reforma seja submetida a referendo. A esquerda foi a primeira a apresentar essa proposta.

O debate não é trivial. Dois em cada três franceses se opõem ao aumento da idade de aposentadoria de 62 para 64 anos, proposta por Macron. Sem maioria absoluta, o presidente precisa do apoio da oposição de direita, o partido Os Republicanos, no Parlamento.

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Dois em cada três franceses se opõem ao aumento da idade de aposentadoria de 62 para 64 anos, proposto por presidente Emmanuel Macron

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Debate parlamentar é primeiro episódio de uma semana crucial para reforma

Embora compartilhada por grande parte da oposição, a proposta defendida pela extrema direita não deve ser aprovada, dada a recusa da esquerda a votar uma proposta de Marine Le Pen.

Para contornar o impasse, um grupo independente da oposição também apresentou uma emenda, na qual pedem um referendo. Nela, consideram que deve ser levada em consideração e, se necessário, que se faça um novo sorteio. Braun-Pivet, ex-ministra de Macron, manifestou-se contra.

Após uma breve pausa, a sessão foi retomada, em um clima ainda tenso, e o ministro do Trabalho pôde iniciar a defesa de uma reforma que, segundo o governo, busca evitar um déficit futuro no caixa da Previdência.

O debate parlamentar é o primeiro episódio de uma semana crucial para a reforma, à qual se seguirá um terceiro dia de greve e de protestos, nesta terça-feira (07/02), e uma nova manifestação no sábado (11/02), que deve ter forte adesão.

Determinado a levar a reforma adiante, apesar da rejeição popular, o governo utilizou um procedimento parlamentar que limita o tempo de debate na Assembleia e no Senado.

Se, até 26 de março, as duas Câmaras do Parlamento não tiverem conseguido se pronunciar, o governo Macron poderá aplicar sua reforma por portaria.