Sábado, 9 de maio de 2026
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O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Guatemala iniciou nesta segunda-feira (27/03) a segunda fase do processo eleitoral correspondente às campanhas presidenciais dos partidos políticos, bem como a atualização dos cadernos eleitorais, com a qual se espera a lista final no próximo 20 de abril. O país elege em junho um novo Presidente da República.

O registro do site oficial do TSE, registrava até 26 de março 9.371.503 guatemaltecos com possibilidade de voto, dos quais 5.061.127 são mulheres e 4.310.376 são homens.

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A principal atividade desta segunda fase é a campanha eleitoral de organizações políticas e de candidatos aptos a concorrer aos cargos de eleição popular. 

“Um requisito fundamental em uma democracia é que as eleições, além de transparentes, sejam participativas, plurais e competitivas. Nesse contexto, a campanha é de grande relevância para promover a participação informada do cidadão”, aponta o TSE do país.

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Judicialização das eleições e deterioração do estado de Direito 

Apesar das declarações do TSE, a Missão de Observação Eleitoral da Guatemala (MOE-GT) denunciou também na segunda-feira o andamento do processo eleitoral no país centro-americano.

O relatório indica que apenas 24% das inscrições de candidatos à Presidência da República foram processadas e a capacidade do TSE de contratar formadores para as Juntas Departamentais Eleitorais “é limitada”.

Segundo o Observatório, “o uso indevido de recursos judiciais para alterar a competição eleitoral é motivado, em parte, pela aplicação de critérios contraditórios e inconsistentes pelo plenário dos magistrados do TSE”.

Por outro lado, o MOE-GT aponta ainda que a primeira fase eleitoral, que terminou na última segunda-feira com o registo de candidaturas, “foi marcada pela utilização de recursos de anulação de candidaturas presidenciais”

De acordo com o relatório, em alguns casos “foi demonstrada uma interpretação extensiva das proibições constitucionais, enquanto em outros as regras foram aplicadas de forma restritiva”. O MOE-GT insistiu na necessidade de tornar públicos os processos licitatórios.

Organizações de direitos humanos e fiscalização questionam andamento eleitoral do país centro-americano

Twitter/Edvin Sánchez

TSE da Guatemala negou registro da candidatura política da liderança indígena Thelma Cabrera e do ex-procurador Jordán Rodas

A Human Rights Watch (HRW), organização não-governamental de direitos humanos, também questiona o processo eleitoral do país centro-americano.

Para a HRW, as eleições de junho serão realizadas “em um contexto de deterioração do estado de Direito”, também denunciando forte repressão contra jornalistas e ativistas de direitos humanos na Guatemala.

A entidade faz referência ao caso da liderança indígena Thelma Cabrera, a quem o TSE negou o registro como candidata para concorrer as eleições presidenciais junto ao o ex-procurador Jordán Rodas.

Cabrera é ativista dos povos originários, da natureza, da necessidade de uma constituinte plurinacional e assim promover uma nova constituinte no país. Nas eleições de 2019, ao qual Alejandro Giammattei foi eleito como presidente da Guatemala, foi a única candidata camponesa à presidência pelo Movimento de Libertação dos Povos (MLP), partido de esquerda.

Além da ação do TSE, o Supremo Tribunal de Justiça (CSJ) da Guatemala não concedeu a liminar que buscava anular a resolução do Cartório de Cidadãos que declarava inadmissível a participação dos requerentes.

As autoridades eleitorais alegaram que Rodas não apresentou documentação válida que confirme a não-existência de contas pendentes com o Estado. Entretanto, o ex-procurador afirma ter cumprido a exigência e publicou a certidão, emitida em dezembro, afirmando que “não tem reclamações ou processos pendentes”.

Assim, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos instou o Estado guatemalteco a “garantir os direitos políticos, o pluralismo e a igualdade de participação no processo eleitoral”.

As eleições gerais de 2023 serão realizadas na Guatemala no domingo, 25 de junho de 2023, para eleger o Presidente da República e o Vice-Presidente, 160 deputados ao Congresso, 340 empresas municipais e 20 deputados ao Parlamento Centro-Americano.

(*) Com TeleSUR