Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Um dia após a renúncia do ministro de Defesa do Chile, Jaime Ravinet, os responsáveis de mais três pastas abandonaram suas funções no governo de Sebastián Piñera. No início da noite desta sexta-feira (14/1), a porta-voz do governo, Ena Von Baer, anunciou que o presidente do país “aceitou a renúncia” dos ministros de Trabalho, Energia e de Transporte.

A saída dos ministros já era especulada e tornou-se iminente com o conflito no sul do país, após o aumento do preço do gás, e com a crescente preocupação no Palácio La Moneda pela queda expressiva da popularidade do presidente para 47% em apenas dez meses de gestão.

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O ministro de Energia, Ricardo Raineri, muito questionado durante os protestos na região de Magalhães contra a alta do gás, deixa seu cargo para o atual ministro de Mineração, Laurence Golborne, que atuará paralelamente nas duas pastas.

Já a ministra do Trabalho, Camila Merino -que teve a imagem abalada no ano passado após o acidente na mina San José, que deixou 33 trabalhadores soterrados a 700 metros de profundidade por mais de dois meses, e uma paralisação da Associação Nacional de Funcionários Públicos- será substituída pela senadora da União Democrata Independente (UDI), Evelyn Matthei.

Jaime Ravinet foi o primeiro ministro a apresentar sua renúncia, dias depois de gerar polêmica ao recusar reportar gastos de construção de uma ponte e ameaçar cortar a ajuda do Exército à população após desastres naturais, caso tenha que abrir as contas das Forças Armadas. Ele será substituído pelo senador da Renovação Nacional, Andrés Allamand.

O único nome a ser definido por Piñera é o que assumirá pasta de Transportes, até então a cargo de Felipe Morandé. A saída do ministro coincide a opinião negativa da população em relação à administração do transporte público integrado de Santiago, identificada em pesquisas de opinião como um dos principais problemas do governo.

Segundo o portal chileno El Mostrador, o ajuste ministerial não foi uma decisão simples para Sebastián Piñera.  De acordo com a publicação, minutos antes do anúncio da porta-voz do governo, o presidente ainda mantinha conversas telefônicas com os principais dirigentes da UDI e da Renovação Nacional para definir os novos nomes do gabinete.

“Houve problemas na gestão, mas não são graves. Acredito que a renúncia de Ravinet foi um gatilho para que o governo fizesse pequenos ajustes, mas que não são significativos, se consideramos que há mais de 20 ministros”, afirmou durante a noite Evelyn Matthei, após ser nomeada ministra do Trabalho, em entrevista à CNN Chile.

Para o presidente do partido Democrata Cristão, Ignacio Walker, com a remodelação do gabinete, o governo de Piñera “reconhece que alguma coisa não funcionava bem em quatro ou cinco áreas fundamentais para o país” e que “muitas promessas do governo não foram cumpridas”. Walker ainda afirmou que a substituição do ministro de Energia se deve à crise por que passa o governo em Magalhães, que deixou “à mostra as enormes falhas do governo Piñera”.

Segundo a porta-voz do governo, os ministros assumirão no próximo domingo (16/01).

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Em meio a crise de gabinete e queda de popularidade, governo chileno anuncia renúncia de mais três ministros

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