Quarta-feira, 10 de junho de 2026
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O segundo filho de Muamar Kadafi, Seif al Islam, acredita que a Líbia vai superar a crise atual e surgirá como uma nova nação, com novas leis e reformas políticas que vão garantir um sistema democrático.

“Temos só uma direção: ir adiante. Mais liberdade e mais democracia, temos que reformar de A a Z”, afirmou Seif em entrevista divulgada nesta sexta-feira (04/03) pela emissora Al Jazeera.

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Seif, figura mais utilizada pelo regime líbio para se dirigir à nação desde o início da crise no país, disse que há dez anos tem falando em aumentar os canais democráticos no país.

“Agora, por outro lado, há pessoas que querem dividir o país em três ou quatro estados, aterroriza a população e a estão armando. Agora é diferente”, acrescentou Seif al Islam, que se apresenta como um possível herdeiro de Muamar Kadafi. “Esperamos que esta crise mude a Líbia e lhe dê outra forma, outro perfil”, insistiu.

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O filho de Kadafi disse que a rebelião que atinge o país está limitada às áreas do leste e outros lugares dispersos, mas insistiu que não há impacto em Trípoli e em seus arredores, onde se concentra 70 % da população.

Ele também negou categoricamente que o Exército e a Força Aérea tenham bombardeado grupos civis e disse que suas armas só se dirigiram contra “milícias armadas” e para destruir depósitos de munição que podiam cair em mãos de civis.

“Não estamos bombardeando o povo, só as milícias armadas, que têm em seu poder armas pesadas, e deixamos à parte os civis”, acrescentou.

Seif al Islam, vestido com uma camisa xadrez e falando ao lado de um grande retrato de seu pai, disse que na cidade de Benghazi, tomada por Forças da oposição desde 21 de fevereiro, “há um grande confusão, não há ordem, governo nem segurança”.

Também rejeitou a possibilidade que estejam sendo utilizados mercenários para reprimir os protestos populares e disse que se trata unicamente de militares negros de nacionalidade líbia que integram as Forças Armadas locais. “Metade da população líbia é negra, alguns ministros são negros. Isso é discriminação, não o aceitamos, se trata de cidadãos líbios. Ponto final”, insistiu.

Ao comparar a rebelião da Líbia com a qual no Egito acabou com o regime de Hosni Mubarak, o filho de Kadafi disse que “no país vizinho se viram milhões de pessoas marchando nas ruas, dia e noite, enquanto na Líbia não”. “Cem, 200 pessoas estão tomando o país como refém”, acrescentou.

Também falou sobre as penas internacionais contra o regime de Kadafi e a decisão de congelar os bens no exterior da família governante, algo que qualificou como “uma brincadeira”. “Conhecemos muito bem o Ocidente. Quando você está forte estão com você, quando está fraco estão contra você”, acrescentou.

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Em entrevista, filho de Kadafi acredita que crise provocará grandes reformas

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