Em entrevista, Assange diz que recebe ameaças da elite do Exército dos EUA
Em entrevista, Assange diz que recebe ameaças da elite do Exército dos EUA
Pesam sob o fundador do site Wikileaks, Julian Assange, um mandado de prisão emitido pela Justiça sueca e uma ordem de captura da Interpol. Ainda assim, ele continua provocando polêmica com a divulgação de mensagens secretas enviadas por diplomatas a Washington.
Neste domingo (5/12), concedeu uma entrevista ao jornal espanhol El País pela internet, contou sobre como têm sido seus últimos dias e analisou o efeito dos vazamentos na política mundial.
Segundo Assange, os últimos dias têm sido difíceis. Só de
membros do Exército norte-americano, recebeu cinco ameaças.
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“A situação mudou recentemente porque as ameaças se estenderam a nossos advogados e a meus filhos. Além disso, são avisos específicos sobre nosso assassinato, seqüestro e execução por parte das elites da sociedade norte-americana, o que é mais preocupante”, contou.
Como forma de tentar que algo acontecesse com ele ou com sua família, o fundador do Wikileaks divulgou hoje documentos secretos sobre a prisão norte-americana em Guantánamo e sobre a empresa British Petroleum (BP). As mensagens que não puderam ser decifradas por estarem criptografadas, já foram baixadas por mais de cem mil usuários em todo o mundo. E segundo Assange, caso algo aconteça com ele, a senha que permitirá a compreensão do material será divulgada.
Quando foi questionado sobre a segurança de seus filhos, ele respondeu que prefere não dar detalhes, mas contou que preferiu se afastar da família.
Em relação ao grupo Wikileaks, ele disse que se trata de uma organização forte e que enfrenta uma batalha contra o Exército dos EUA. Segundo ele, o vazamento que se iniciou há uma semana é o maior da história, com 265 milhões de mensagens “que abrangem cada tema sério de cada país”, “É mais significativo que o dos papéis do Afeganistão.
Também neste ano, houve um vazamento de documentos sobre crimes de guerra cometidos no Afeganistão e no Iraque pelo Exército norte-americano.
Para ele, ainda é cedo para afirmar que haverá mudanças bruscas por conta do vazamento, mas garante que esse momento é um marco na política. “As ondas estão começando a se estenderem pelo mundo. Mas acredito que a geopolítica se dividirá entre o antes e o depois vazamento”, disse.
Por fim, respondeu que o presidente dos EUA, Barack Obama, deveria responder pela responsabilidade da quebra de sigilo, em vez de deixar que o WIkileaks seja acusado de ter feito interceptações ilegais.
“Obama deve dizer que sabia dessa ordem ilegal e quando soube dela. Se se nega a responder ou tem evidências de que aprovou essas coisas [conteúdo das mensagens], deveria se demitir”, afirmou Assange.
Julian Assange, 39 anos, é um ciberativista e jornalista australiano e é considerado fugitivo pela Interpol e pela Justiça sueca.
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