Segunda-feira, 15 de junho de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que seu país “se opôs à violência” e adotou um conjunto de princípios claros “desde o início dos distúrbios no Oriente Médio e no norte da África”.

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Em entrevista exclusiva ao jornal chileno El Mercurio, o mandatário norte-americano disse que sua nação é contra qualquer tipo de violência, “incluindo o uso da repressão” para acabar com manifestações pacíficas, em referência ao uso da força que o ditador da Líbia, Muammar Kadafi, fez para reprimir os ativistas que pediam sua saída do poder.

“Respaldamos um conjunto de valores universais, como o direito de reunião pacífica, a liberdade de expressão e a liberdade de eleger seus próprios líderes”, afirmou, complementando que os Estados Unidos apoiam um processo de mudança política e econômica que, segundo ele, responde às aspirações das pessoas da região.

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Segundo ele, seu governo defende estes princípios em todos os países “seja no Egito ou no Irã, na Líbia ou na Tunísia”.

A entrevista foi concedida por Obama em meio a sua viagem ao Brasil, antes do início da operação “Odisséia ao amanhecer”, como foi nomeada a operação de intervenção na Líbia das forças internacionais.

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“Vemos este momento de revolta na região como um momento promissor”, indicou o chefe de Estado norte-americano, “porque as pessoas querem que se respeitem seus direitos universais”.

De acordo com o mandatário, manter a situação atual é “insustentável” e “só haverá uma estabilidade real na região” se houver um processo de “reforma política e econômica”.

“Essa é a mensagem que temos levado a todos os nossos aliados há muito tempo, ainda que mantenhamos nosso compromisso com a segurança da região”, contou.

Para Obama, as conquistas democráticas e econômicas na região do Magreb islâmico “são boas para seu povo e para os Estados Unidos”. Ele emendou que se alegra com este êxito e “do compromisso de países como Chile e Brasil, para nomear apenas dois, na ampla gama de temas hemisféricos e globais”.

Questionado sobre a escolha do Chile como destino de seu giro internacional pela América Latina, o presidente dos Estados Unidos respondeu que “a experiência chilena, e mais particularmente sua exitosa transição democrática e seu crescimento econômico sustentado, é um modelo para a região e para o mundo”.

“O governo do Chile, sob a liderança do presidente (Sebastián) Piñera, está trabalhando em uma série de assuntos importantes”, citando como exemplo a melhoria na capacidade de responder a desastres no continente, a defesa da democracia e dos direitos humanos, além da transparência do governo, na opinião de Obama.

“Além disso, o Chile é um aliado próximo dos Estados Unidos tanto no âmbito bilateral como na região e em fóruns internacionais, como a APEC (acordo de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico, em inglês)”, acrescentou.

O norte-americano deve sair do Brasil nesta segunda-feira (21/3), às 9h10, da base do Galeão, e chegará ao aeroporto internacional de Santiago entre as 12h e 13h, onde será recebido pelo chanceler chileno, Alfredo Moreno, pelo embaixador do Chile em Washington, Arturo Fermandois, entre outras autoridades. Ele deve se encontrar com Piñera ainda na segunda e seguirá sua viagem para El Salvador na terça-feira (22/3).

Em entrevista a jornal chileno, Obama diz que EUA se opõem à violência

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