Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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O governo chinês proibiu o fornecimento de processadores Loongson, de fabricação chinesa, para a Rússia. A decisão teria sido motivada pelo fato de a tecnologia de produção de chips ser estrategicamente importante e ser utilizada no complexo militar-industrial chinês. A informação foi divulgada pelo uma fonte próxima ao Ministério do Desenvolvimento Digital da Rússia, citada pelo jornal russo Kommersant.

De acordo com a publicação, os fabricantes de eletrônicos russos já testaram esses chips, mas agora não será possível adquirir um lote desses processadores. 

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“Embora as empresas russas não dependessem fortemente dos processadores chineses, com um possível bloqueio das importações paralelas, elas esperavam mudar para as soluções Loongson”, diz a fonte.

Os processadores que movem computadores, celulares, tablets também têm uso militar e podem ser usados, por exemplo, em aviões militares. O desenvolvimento dessa tecnologia de semicondutores está na fronteira da disputa pela hegemonia global e opõe os EUA e a China.

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Após a eclosão da guerra na Ucrânia, os principais fabricantes de processadores suspenderam as entregas para a Rússia no contexto das sanções do Ocidente contra Moscou. Os EUA proibiram a venda de quaisquer chips para setores militares russos e impuseram restrições de exportação a outros compradores da Rússia. Mais tarde, a União Europeia e Taiwan aderiram às sanções. A China não impôs oficialmente sanções contra a Rússia.

Rússia planejava substituir processadores Intel pelos chips chineses por conta das sanções ocidentais, diz jornal

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O governo chinês proibiu o fornecimento de processadores Loongson, de fabricação chinesa, para a Rússia

No entanto, de acordo com a nova lei russa sobre importações paralelas, segundo a qual a responsabilidade criminal e administrativa pela importação de produtos sem a permissão do detentor dos direitos autorais foi abolida, os processadores Intel ainda podem ser importados para o país, mas o planejamento da Rússia era substituí-los pelos chips chineses Loongson.

China leva os EUA para a OMC

Continuando uma política de sanções inauguradas pelo então presidente Donald Trump, os Estados Unidos aplicam sanções com controle de exportações de semicondutores contra a China. Para deter o desenvolvimento tecnológico de Pequim, o presidente Joe Biden aplicou uma nova rodada de sanções neste ano que busca até impedir que cidadãos dos EUA trabalhem neste setor tecnológico na China.

Com a determinação do governo dos EUA, uma empresa estadunidense do setor que fábrica chips de inteligência artificial, a Nvidia, estimou que deixaria de ganhar US$ 400 milhões em um trimestre com as vendas perdidas.

Para contestar as sanções, nesta segunda (12/12), a China abriu uma disputa comercial contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC). Em comunicado, o Ministério do Comércio da China afirmou que a medida é uma medida para “defender os seus legítimos direitos e interesses”.