Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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Em um dia decisivo para a Irlanda, o governo do país se reúne hoje (19/11) com um comitê do FMI (Fundo Monetário Internacional) para discutir a criação de um fundo de contigência, com o intuito de resgatar os bancos e evitar o colapso financeiro. Após aceitar nesta quinta-feira a ajuda oferecida pelo órgão, que deve vir em conjunto com a União Europeia, agora resta definir as condições.

França e Alemanha exigem que, em troca do dinheiro – calcula-se mais de 50 bilhões de euros – a Irlanda eleve seus impostos. Dublin alertou ontem as autoridades da UE que isso “não é negociável” e que sua soberania fiscal será preservada. A elevação da carga tributária foi um dos pontos do acordo que a Grécia assinou com a UE em maio, para receber o seu pacote de resgate. A alta acabou levando centenas de empresas a deixarem o país, além de levar centenas de pessoas às ruas de Atenas.

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O primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, reagiu à sugestão de elevar a carga tributária e ressaltou que, segundo o texto do Tratado de Lisboa, os assuntos fiscais são questões que só competem aos governos nacionais.

O imposto sobre sociedades irlandês, que atualmente está fixado em 12%, é uma taxa que alguns membros da UE consideram uma concorrência desleal. “Por enquanto, estamos estudando quais são as melhores opções”, acrescentou o primeiro-ministro.

“Será um grande empréstimos, pois seu objetivo é mostrar que a Irlanda tem poder de fogo para lidar com qualquer preocupação do mercado. Estamos falando em um empréstimo substancial”, disse o presidente do BC irlandês, Patrick Honohan.

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Os novos recursos viriam para dar garantias de sobrevivência aos cinco maiores bancos do país, quase todos já nacionalizados. A taxa de juros seria de 5%, a mesma aplicada aos gregos, informou o jornal Estado de S. Paulo. “Esse dinheiro deve ir como capital. Em outras palavras, entra como um colchão e só sai se for necessário”, disse Honohan.

Cortes de gastos

Um vai e vem de declarações deu o tom da resposta da Irlanda à preocupação internacional com seu sistema financeiro. Na mesma semana, o país afirmou que não precisaria de um pacote de ajuda, e depois admitiu a urgência de um resgate financeiro. Ontem o ministro da Economia do país disse que “é claro” que o país precisará de auxílio externo para recuperar sua economia.

Entre 2000 e 2008, os salários do setor público no país cresceram 145%, ante 90% na Grécia. A Irlanda tem ainda o segundo salário mínimo mais alto da Europa, e isso também poderá entrar nas condicionalidades do pacote.

Além da Irlanda, Espanha, Portugal e Grécia enfrentam a desconfiança sobre sua capacidade para honrar com os compromissos da dívida. O presidente do Conselho da União Europeia, Herman Van Rompuy, advertiu que se o euro fracassar, a UE também fracassará.



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Em dia decisivo, Irlanda inicia conversas formais com o FMI para criação de pacote de ajuda

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