Em dia de contraofensiva de Kadafi, navios norte-americanos se aproximam da Líbia
Em dia de contraofensiva de Kadafi, navios norte-americanos se aproximam da Líbia
No mesmo dia em que as forças fiéis ao coronel Muamar Kadafi tentaram uma ação de contraofensiva no leste da Líbia, dois navios dos Estados Unidos que estavam no Golfo Pérsico cruzaram o canal de Suez e já se encontram no mar Mediterrâneo. As informações sobre as embarcações foram fornecidas nesta quarta-feira (02/03) por uma autoridade norte-americana, que pediu anonimato, à agência de notícias Reuters.
Na segunda-feira (28/02), o Pentágono informou que reposicionaria forças navais e aéreas em torno da Líbia para entrar em ação “caso fosse necessário”. Desde então, os navios têm se aproximado da região.
O Egito confirmou que os navios anfíbios USS Kearsarge e o USS Ponce foram autorizados a seguir para o Mediterrâneo. Além dos navios, os EUA também mantêm um porta-aviões no Golfo Pérsico mas, até o momento, ainda não há informações sobre o deslocamento da embarcação.
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Mais cedo, o secretário de Defesa, Robert Gates, foi ao Senado para defender um eventual bombardeio no país. Para ele, a instalação de uma “zona de exclusão aérea”, proposta pelo Reino Unido, depende da um ataque prévio às defesas líbias.
“Vamos dar o nome certo às coisas: uma zona de exclusão aérea começa com um ataque à Líbia para destruir sua defesa aérea”, afirmou.
Já a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que o governo norte-americano não quer transformar o território líbio em zona de exclusão aérea para impedir bombardeios das forças leais a Kadafi contra os opositores. Para ela, o medo agora é que após o confronto “a Líbia se transforme em uma Somália gigante”, possibilitando a ação de terroristas ligados à rede Al Qaeda.
Na Líbia, Muamar Kadafi, que já perdeu o controle de grande parte do país, reafirmou que não deixará o poder e ameaçou com “milhares de mortos” caso haja intervenção armada por parte dos EUA ou da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Líbia.
Ao mesmo tempo, forças do regime bombardeavam a cidade de Brega, no leste do país, em uma tentativa de recuperar a localidade, sob controle da oposição. De acordo com as agências internacionais, após um dia todo de confrontos, os opositores conseguiram minar a ofensiva governista. Brega é uma das principais cidades para a economia da Líbia, já que concentra grandes instalações de petróleo e gás natural.
Esta foi a primeira grande contraofensiva do regime de Kadafi. Antes, as forças de Kadafi se focaram no oeste do país para garantir o controle da capital, Trípoli.
De acordo com a rede de notícias CNN, as forças militares entraram em Brega com tanques e artilharia pesada, ocupando um bairro residencial. Em seguida, lançaram bombas, chegando até mesmo a controlar, com o ajuda de 200 homens, a refinaria de petróleo de Brega, que logo foi retomada pelos opositores. Não foi divulgado um número oficial de mortos nos ataques, mas as agências internacionais falam em seis pessoas.
Um comandante rebelde disse à BBC acreditar que as forças pró-Kadafi podem ter ficado sem munição e se viram obrigadas a recuar a ofensiva. A TV estatal líbia, porém, contradisse os rebeldes e disse que as forças pró-Kadafi controlam o aeroporto e o porto de Brega. Ainda não há confirmação das informações.
Em Benghazi, que também foi alvo de ataques por aviões das brigadas de Kadafi, os opositores conseguiram derrubar um avião militar e firmar seu controle do poder com a formação de um Conselho Nacional, composto por 30 representantes de todo o país, segundo a Al Jazeera.
Mais tarde, a oposição solicitou formalmente à ONU que autorize bombardeios contra as forças de segurança do governo como forma de defesa. “Pedimos às Nações Unidas e a todos os organismos internacionais que autorizem ataques aéreos contra posições e redutos de mercenários”, declarou o porta-voz dissidente, Abdel Hafiz Ghoqa, em Benghazi. As informações são da agência de notícias Associated Press.
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