Terça-feira, 19 de maio de 2026
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A América Latina participa do Fórum Econômico de Davos  desde esta quinta-feira com as presenças dos presidentes de Colômbia, México, República Dominicana e Panamá, que destacaram os progressos na luta contra a pobreza e a criminalidade transnacional.

Os esforços para a integração econômica da região e a mudança climática também foram temas abordados nos discursos do presidente mexicano, Felipe Calderón; do colombiano, Juan Manuel Santos; do dominicano, Leonel Fernández; e do panamenho, Ricardo Martinelli.

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Os quatro chefes de Estado aproveitaram suas presenças em Davos para manter reuniões bilaterais e buscar investimentos para seus respectivos países.

No entanto, devido ao formato da grande reunião anual de Davos, que congrega a elite da política, dos negócios e das finanças, a grande maioria desses debates aconteceu sem a cobertura da imprensa.

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O presidente mexicano discursou em um painel aberto sobre a mudança climática, depois da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança Climática de Cancún.

Na ocasião, Calderón aconselhou o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, cujo país sediará em Durban a próxima conferência sobre mudança climática, a ouvir todas as vozes que participam do processo de busca de um acordo global para reduzir as emissões e frear o aquecimento do planeta.

“Em Cancún, nós tratamos de escutar todas as vozes, as dos pequenos países insulares, muito vulneráveis à mudança climática, a da China, a dos Estados Unidos, a da Índia. Tínhamos perdido demais tempo nos culpando mutuamente, discutindo quem é responsável pela mudança climática. Nós tratamos de evitar essas discussões, e por isso houve compromissos de redução de emissões”, afirmou o líder mexicano.

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Calderón manteve nesta quinta-feira duas importantes reuniões de negócios com os responsáveis da companhia espanhola Iberdrola e do consórcio austríaco-canadense Magna.

O presidente da Iberdrola, Ignacio Sánchez Galán, se reuniu com Calderón e anunciou dois projetos no México: uma usina de co-geração de energia elétrica e um parque eólico, no valor de US$ 365 milhões.

Por sua parte, o presidente-executivo da Magna International anunciou que a empresa investirá mais de US$ 100 milhões em uma nova fábrica de peças de automóveis no México.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que também se juntou ao Fórum de Davos nesta quinta-feira, participou na parte da manhã do debate sobre “criminosos sem fronteiras”, sobre a luta contra o crime transnacional, uma atividade fechada à cobertura da imprensa.

Pouco depois, Santos anunciou aos jornalistas que voltaria ao seu país devido à explosão de uma mina, em acidente que deixou 20 mineiros mortos.

“Decidi antecipar meu retorno à Colômbia. Vou terminar as entrevistas que tenho hoje aqui em Davos e vou retornar ao meu país para acompanhar as famílias das vítimas”, assinalou Santos.

“Quero lamentar muitíssimo este acidente e esta explosão na mina de carvão. Nosso coração está com as famílias das vítimas”, assegurou.

“É por isso que vou dar instruções para que seja revisada minuciosamente toda a regulação e o controle nas minas que temos. O número de (mineiros) mortos é totalmente inaceitável”, sentenciou o presidente.

O líder colombiano se reuniu nesta quinta-feira com o ex-presidente americano Bill Clinton, com a presidente da Suíça, Micheline Calmy-Rey, e com o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair.

Os quatro presidentes latino-americanos, assim como o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, participaram à noite de um jantar-debate fechado à imprensa onde debateram sobre como construir os alicerces para a próxima década na América Latina.

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Em Davos, presidentes latino-americanos destacam luta contra a pobreza

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