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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje (23/9) a Israel uma extensão na paralisação de assentamentos de colonos judeus na Cisjordâniada, que expira no dia 29 de setembro.

Em seu discurso diante da Assembleia Geral da ONU, no qual chamou israelenses e palestinos a aproveitarem a oportunidade de suas conversas diretas para chegar, finalmente, a um acordo de paz, Obama explicou que essa moratória “criou uma diferença no terreno e melhorou a atmosfera nas negociações”.

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O presidente, que abordou em seu discurso assuntos como a recuperação econômica mundial, a guerra no Afeganistão e o programa nuclear iraniano, dedicou a maior parte de seu tempo ao conflito no Oriente Médio.

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As conversas de paz entre israelenses e palestinos, que começaram em Washington no dia 2 de setembro e continuaram na semana passada em Sharm el-Sheikh, no Egito, após uma interrupção de dois anos, podem ser abaladas pelo fim da paralisação dos assentamentos.

Obama assegurou que, se “desta vez não deixarmos que o terror, a turbulência, ou a poloiticagem se interponham”, em 2011, “poderemos ter um acordo que leve a um novo membro da ONU, um Estado palestino que viva em paz com Israel”.

“Consideremos a alternativa”, instou o presidente americano, que lembrou que se um acordo não for alcançado “os palestinos nunca conhecerão o orgulho e a dignidade que significa ter um Estado próprio”.

Já os israelenses “nunca terão a certeza e a segurança que significa ter vizinhos estáveis e soberanos comprometidos com a coexistência”, afirmou.

“Se mais sangue for derramado, a Terra Santa continuará como um símbolo de nossas diferenças, em vez de nossa humanidade comum”, disse o presidente.

Obama lançou também uma chamada aos Estados Árabes a prestarem uma maior assistência aos palestinos para que possam criar as instituições de seu futuro Estado, e para que não tentem interromper a segurança de Israel.

“Qualquer esforço para colocar em dúvida a legitimidade da existência de Israel encontrará uma oposição ferrenha dos Estados Unidos”, explicou.

Em seu discurso, Obama também afirmou que a economia mundial voltou “da beira do precipício” e resistiu à “tentação do protecionismo”.

O presidente americano declarou: “não podemos descansar até que as sementes do progresso cresçam e deem uma prosperidade mais ampla, para os americanos e para todas as pessoas do mundo”.

Obama também mencionou que “a porta da diplomacia segue aberta para o Irã” se o país aceita cumprir seus compromissos internacionais e parar o enriquecimento de urânio.

“O governo iraniano deve demonstrar um compromisso claro e crível, e confirmar ao povo as intenções pacíficas de seu programa nuclear”, insistiu o presidente norte-americano.

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Em Assembleia da ONU, Obama pede pausa na construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia

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