Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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O Partido Democrático (PD), principal força de centro-esquerda da Itália, formalizou novas alianças neste sábado (06/08) para tentar fazer frente ao favoritismo da extrema direita nas eleições antecipadas de 25 de setembro.

O acordo envolve as pequenas legendas Esquerda Italiana (SI) e Europa Verde (EV), que fazem oposição ao governo do premiê Mario Draghi e, juntas, têm cerca de 4% das intenções de voto, pouco acima da cláusula de barreira de 3%.

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“Estou feliz com esse acordo eleitoral, necessário, na nossa opinião, porque esse sistema eleitoral obriga a fazer acordos e penaliza a solidão”, afirmou o secretário do PD, o ex-primeiro-ministro Enrico Letta.

Com cerca de 24% das intenções de voto, o Partido Democrático está em empate técnico com a sigla de extrema direita Irmãos da Itália (FdI), da deputada Giorgia Meloni, na liderança das pesquisas.

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No entanto, o FdI integra uma coalizão conservadora com os partidos de Matteo Salvini (Liga) e Silvio Berlusconi (Força Itália), que aparece com mais de 40% da preferência e pode obter maioria absoluta no Parlamento, beneficiando-se de um sistema eleitoral que mistura proporcional com majoritário.

Por conta disso, o PD tenta fechar o maior número possível de alianças para fazer frente ao favoritismo da direita nos colégios majoritários.

No início da semana, o partido já havia assinado um acordo com as legendas de centro Ação, do ex-ministro do Desenvolvimento Econômico Carlo Calenda, e Mais Europa, da ex-ministra das Relações Exteriores Emma Bonino, que também estão na faixa de um dígito nas pesquisas.

Partido Democrático formalizou novas alianças com Esquerda Italiana e Europa Verde para as eleições antecipadas de 25 de setembro

Reprodução/ @EnricoLetta

Ex-primeiro-ministro Enrico Letta é o secretário do Partido Democrático, que busca frente contra extrema direita

A coligação com o centro incomodou o SI e os Verdes, que pregam políticas mais agressivas nos âmbitos social e ambiental, mas, ameaçados pela cláusula de barreira, ambos decidiram se juntar ao PD.

“São acordos separados, mas compatíveis”, disse Letta, ao comentar os entendimentos com Ação/Mais Europa e Esquerda Italiana/Europa Verde. “Entregar assentos a essa direita extrema não é aceitável. Construiremos uma frente ampla, apesar das diferenças que já conhecemos”, afirmou o porta-voz dos Verdes, Angelo Bonelli.

O foco das alianças costuradas pelo PD são os colégios majoritários para a Câmara dos Deputados e o Senado, ou seja, aqueles onde apenas o candidato mais votado será eleito.

Esses distritos definirão 37% das vagas na próxima legislatura, enquanto o restante será escolhido por meio do sistema proporcional, com os assentos no Parlamento distribuídos de acordo com o percentual obtido por cada partido.

Nos colégios onde PD e Ação/Mais Europa disputarem juntos, a divisão de candidatos será de 70% para o partido de centro-esquerda e de 30% para a coalizão de centro. No acordo com o Esquerda Italiana e o Europa Verde, o PD indicará 80% dos postulantes nos colégios majoritários.

O Partido Democrático ainda tenta formalizar um acordo com a nova legenda Empenho Cívico (IC), formada por dissidentes do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) e liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio. O IC aparece nas pesquisas com menos de 3% das intenções de voto.