Segunda-feira, 4 de maio de 2026
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A Assembleia Legislativa de El Salvador aprovou por ampla maioria, na madrugada desta quarta-feira (07/06), uma reforma do Código Eleitoral que reduz para 60 o atual número de 84 deputados no Congresso do país.

A proposta feita pelo presidente Nayib Bukele em 1º de junho substitui o chamado “Diputados por resíduos”, método que elege deputados por votos excedentes em determinada legenda, pelo método d’Hondt, que aloca assentos para os candidatos com maior votação, sem excedente de votos. 

A lei entrará em vigor oito dias após sua publicação no Diário Oficial e regerá as próximas eleições para a Assembleia Legislativa, marcadas para 4 de fevereiro de 2024.

Após mais de seis horas de sessão, o projeto foi aprovado com 66 votos a favor, 13 contra e cinco ausentes. 

O presidente da Assembleia Legislativa de El Salvador, Ernesto Castro, declarou, por meio das redes sociais, após a votação do projeto: “Está feito. Não haverá mais deputados por resíduo. Agora será a população que vai decidir quem vai representá-la nesta Assembleia. As monstruosidades legais que permitiram os movimentos político-eleitorais do passado não valerão mais. Serão apenas 60 deputados que irão compor este Órgão do Estado, como sempre deveria ter sido, mesmo que prejudique a oposição”.

Proposta substitui sistema que elege deputados por votos excedentes por método que aloca assentos para candidatos com maior votação

Twitter/Ernesto Castro

Presidente da Assembleia Legislativa de El Salvador, Ernesto Castro, anunciando aprovação de projeto

Em defesa da nova lei, a primeira vice-presidente da Assembleia, Suecy Callejas, denunciou que com o atual método de eleição de deputados, partidos menores conquistaram mais legisladores com menos votos em comparação às demais legendas.

Por sua vez, o Ministro do Interior, Juan Carlos Bidegain, declarou que com o projeto de redução de deputados, o país deixa “para trás o sistema de desperdício que viola o princípio constitucional da votação igualitária. Aplicaremos o sistema de proporção, que é usado pela maioria dos países do mundo. Agora, todos os votos valerão o mesmo”.

Deputados da oposição Frente de Libertação Nacional Farabundo Martí (FMLN), da Aliança Nacionalista Republicana (ARENA) e do partido Vamos rejeitaram a reforma, considerando que ela objetiva a consolidação do poder do atual partido governante oito meses antes das novas eleições. 

(*) Com TeleSUR