Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Ativistas egípcios envolvidos na organização dos protestos que
derrubaram o ditador Hosni Mubarak na semana passada anunciaram nesta
segunda-feira (14/02) que o Conselho Supremo Militar do Egito espera
finalizar mudanças na Constituição em dez dias e convocar um referendo
sobre as novas normas em dois meses.

As medidas, que abririam espaço para eleições democráticas, foram
previstas no domingo (13/02) após uma reunião entre ativistas e membros
do Conselho. Anteriormente, o exército havia anunciado a dissolução do
Parlamento, a suspensão da Constituição e que governaria o país durante
o período de transição política até a formação de um novo poder civil.

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“Um comitê constitucional conhecido por sua integridade e por não ser
filiado a nenhuma corrente política foi formado e irá finalizar as
emendas na Constituição em dez dias, que serão votadas em referendo em
dois meses”, anunciou em sua página no Facebook o executivo do Google
Wael Ghonim, libertado na semana passada pela polícia egípcia após
ficar preso durante 12 dias por “ativismo pela internet”.

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Segundo ele, oito ativistas – incluindo o próprio Ghonim – se reuniram
com membros do Conselho para negociar o cumprimento das principais
demandas dos manifestantes após a queda de Mubarak: a realização de
eleições livres realizadas sob uma Constituição revisada. Até lá, os militares ficarão no poder “por um período de seis meses ou
até o fim das eleições para as câmaras baixa e alta do Parlamento, além
das eleições presidenciais”.

Nesta manhã, o porta-voz militar leu um comunicado transmitido pela TV
estatal em que pediu o fim das greves no país e a reativação da
economia. “Nobres egípcios, vejam que essas greves, nesse momento
delicado, levam a resultados negativos”, disse.

A declaração foi feita após manifestantes voltarem a se reunir na praça
Tahrir, centro do Cairo, horas depois de o Exército e policiais terem
retirado todos os ativistas pró-democracia da área. De acordo com a
polícia egípcia, cerca de 250 mil manifestantes se reuniram no local.

Além deles, outros egípcios anti-Mubarak protestaram nesta
segunda-feira em frente a entidades financeiras, indústrias, na sede da
TV estatal, em ferrovias e nos ministérios da Cultura e da Saúde para
reivindicar  melhores salários.

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Egito terá referendo sobre nova Constituição em dois meses, dizem ativistas

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