Terça-feira, 19 de maio de 2026
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A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, foi desaconselhada nesta quinta-feira (10/02) pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito a visitar o país, como estava programada. Catherine foi informada que o momento é inadequado, sem citar as manifestações contrárias ao governo do presidente egípcio, Hosni Mubarak, mas mencionando que as autoridades estão sobrecarregadas.

“O ministro dos Negócios Estrangeiros disse que não quer visitantes no Cairo em fevereiro porque a agenda [das autoridades] está muito carregada. Eles têm uma agenda interna muitoocupada”, informou a assessoria da representação europeia.

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De acordo com assessores, Catherine planejava reuniões com segmentos da oposição, incluindo a Irmandade Muçulmana, assim como o vice-presidente da República do Egito, Omar Suleiman – principal negociador do governo com os oposicionistas. Não havia previsão de reuniões com Mubarak.

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Ela deve seguir para Tunísia na próxima segunda-feira (14/02) e pretendia ir para o Egito, em seguida. As crises políticas na Tunísia e no Egito viraram temas de discussões na União Europeia e no Parlamento Europeu.

Na semana passada, os cinco maiores países da União Europeia – Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha – aprovaram uma declaração conjunta pedindo uma transição política imediata no Egito.

Paralelamente, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, lançou mensagens de apoio a Mubarak contrárias ao comunicado da União Europeia. O primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme, repreendeu Berlusconi. “A Europa deve falar a uma só voz, a voz de Catherine Ashton.”

O presidente do conselho europeu, Herman Van Rompuy, também lamentou as mensagens consideradas “demasiadas dispersas” dos governos europeus sobre o Egito e a Tunísia.

Egito desaconselha representante da União Europeia a visitar o país este mês

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