Terça-feira, 19 de maio de 2026
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Após a renúncia de Hosni Mubarak, na sexta-feira (11/02), centenas de manifestantes permanecem concentrados na praça Tahrir até que as Forças Armadas anunciem um prazo concreto para cumprir as exigências populares, sendo a primeira delas a anulação da Lei de Emergência, vigente desde 1981.

“Nossa primeira reivindicação já foi cumprida, que é a retirada de Mubarak. Mas agora, para que saiamos da praça, queremos o compromisso das Forças Armadas de que responderão a nossos pedidos em um prazo de tempo determinado”, disse à Agência Efe o jovem manifestante Ahmed Shair.

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Shair, que segurava o cobertor que usou para se proteger do frio durante as noites que dormiu na Tahrir nas duas últimas semanas, explicou que as principais reivindicações dos jovens que ainda estão na praça incluem a libertação de seus companheiros detidos nos últimos dias.

“Queremos também que as Forças Armadas se comprometam a não nos prender quando sairmos da praça, e por isso pedimos a anulação da Lei de Emergência”, acrescentou Shair.

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A Lei de Emergência concede amplos poderes à Polícia, pois permite prisões sem acusações, supostamente para crimes de terrorismo e narcotráfico. No entanto, ela foi usada para a repressão política durante o regime de Mubarak.

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A praça Tahrir, um dos principais pontos do Cairo e de importância vital para o trânsito da cidade, foi palco dos protestos maciços iniciados em 25 de janeiro e que terminaram na sexta-feira passada com a renúncia de Mubarak do poder.

A praça foi reaberta ao trânsito a partir deste domingo, o que permite descongestionar uma das áreas mais importantes do centro da capital egípcia.

Um dos soldados destacados para organizar o trânsito, Ahmed Sobhi, disse à Agência Efe que “é muito difícil anular a Lei de Emergência” com a atual situação na praça. “Para nós, esta situação é caótica. Temos de primeiro organizar o trânsito e recuperar a tranquilidade para só então anular a Lei de Emergência”, afirmou.

Sobhi tentava explicar a situação a alguns jovens manifestantes, que portavam cartazes com os dizeres “O Exército está acima de nossas cabeças, mas onde estão nossos direitos?”, “O Exército e o povo são a mesma mão” e “Só Alá derruba o regime”.

Ahmed Aboul Gheit, um jovem que foi detido em 25 de janeiro e libertado dois dias depois, afirmou à Efe que outra manifestação em massa foi convocada para a próxima sexta-feira para insistir no rápido cumprimento das promessas de transição e uma agenda concreta para responder às demandas dos manifestantes. Entre as reivindicações, Aboul Gheit citou a dissolução do Parlamento, a reforma da Constituição e a formação de um novo governo.

Enquanto alguns jovens gritavam frases para lembrar os manifestantes que morreram nos incidentes, outros faziam a limpeza da praça e desmontavam as barracas onde dormiram.

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Egípcios recusam-se a sair da praça Tahrir e reivindicam prazos para reformas

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