Terça-feira, 19 de maio de 2026
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A notícia da queda do ex-presidente Mubarak ocorrida nesta sexta-feira (11/02) foi recebida com alegria pela comunidade egípcia no Brasil. O Opera Mundi conversou com o Sheik Jihad Hassan Hammadeh, do Conselho de Ética da União das Entidades Islâmicas no Brasil, e com o professor de árabe Mustafa Mansour, egípcio que vive há três anos no Brasil, ambos demonstraram muita esperança com o futuro do Egito.

Jihad Hassan avalia que a queda de Mubarak é uma conquista para o povo egípcio, que soube demonstrar a sua insatisfação com o regime: “Recebi a notícia com alegria e satisfação, a vontade do povo foi atendida e isso é muita importante para auto-estima da população!”, disse o Sheik.

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Para Mansour, apesar da demora para anunciar que iria deixar o governo, o ex-presidente não tinha outra opção que não fosse renunciar. “Ele não tinha escolha. As coisas no Egito vão melhorar muito com a saída dele”, declarou.

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Com a saída de Mubarak, o exército egípcio iniciou um governo de transição. As Forças Armadas fizeram um apelo para que os manifestantes “voltem ao trabalho e à vida normal” e garantiram que vão realizar uma eleição presidencial “livre e justa” em setembro.

Hassan afirma que, apesar da saída de Mubarak, a população egípcia vai continuar ativa politicamente. “Os egípcios não vão perder o foco, eles vão continuar participando da política do país e isso fará o exército preparar uma eleição democrática”.

As eleições presidências estavam previstas para setembro. A legislação precisa ser mudada para garantir a participação de candidatos da oposição.

De acordo com Hassan, a Irmandade Muçulmana, principal força de oposição do Egito e que é vista com ressalvas por países do Ocidente, tem declarado que não tem interesse em fazer parte do governo.

“A Irmandade Muçulmana disse que não quer entrar na política. Ela tem pedido mais direitos para a população, liberdade e direitos, isso é o que todos, no Egito, estão pedindo”, comenta o Sheik.

Mansour acredita que a principal função do exército será garantir a segurança e a tranquilidade para os egípcios. Os militares já declararam que irão suspender o estado de emergência que vigora a mais de 30 anos.

As manifestações populares no Egito foram incentivadas pela queda do ditador Ben Ali, na Tunísia, no evento que ficou conhecida como “Revolução de Jasmin”. Hassan acredita que outros países do Oriente Médio em breve, também, passarão por mudanças políticas. “Isso é um efeito dominó. Mesmo que outros ditadores não saiam do poder, eles serão obrigados a mudar suas políticas e a melhorar a vida dos povos que governam”, avalia o Sheik.

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Egípcios no Brasil comemoram queda de Hosni Mubarak

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