Terça-feira, 19 de maio de 2026
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Um dia após violentos confrontos entre manifestantes pró e contra o presidente do Egito, Hosni Mubarak, ainda é incerto o número de mortos e de feridos. De acordo com informações do governo egípcio, ao menos cinco pessoas morreram e 600 ficaram feridas nesta quarta-feira (02/02) e mais embates são esperados para esta quinta-feira (03/02). Para egípcios que vivem em São Paulo, o momento é de muita apreensão, mas também de esperança que o atual sistema político do país seja alterado.

De acordo com Mustafa Mansuor, professor de árabe na capital paulista, ainda é muito difícil manter contato com seus familiares, que vivem na cidade portuária de Alexandria, norte do Egito. “O acesso à internet voltou, mas ainda é bastante instável. Os telefones residências e os celulares nem sempre funcionam”, afirmou.

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Ainda segundo ele, citando relatos dos parentes, a população tem enfrentado dificuldades para comprar alimentos e conseguir atendimento médico. “Muitos produtos, às vezes até água, estão em falta nos mercados. Os hospitais estão lotados com feridos, as pessoas precisam ficar em filas para serem atendidas”, disse Mansour.

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“O presidente Mubarak está colocando os policiais na rua para tentar deixar a população com medo”, denunciou Haitham Azmy, funcionário de uma empresa de transporte de combustíveis, em São Paulo. “As pessoas já estavam cansadas. Não há nenhuma liberdade por lá. Um policial pode te prender sem nenhuma justificativa”, contou o egípcio, nascido no Cairo.

Mohamed Habib, professor da Unicamp e vice-presidente do Icarabe (Instituto da Cultura Árabe), disse que os egípcios estão se manifestando contra uma “situação insuportável” e que as ações de vandalismo são responsabilidade de grupos ligados a Mubarak. “As ações de marginalidade e violência que ocorreram foram feitas por pessoas vinculadas ao governo com o intuito de desmoralizar o movimento popular”, afirmou.

Brasileiros no Egito

De acordo com a assessoria do Itamaraty, brasileiros têm procurado a embaixada brasileira no Cairo para pedir ajuda para retornar ao Brasil. “Por volta de 30 pessoas procuraram a embaixada e pedem auxílio para antecipar a sua volta. Está difícil conseguir vôos porque há muito turistas, de diferentes países, que também estão querendo sair do Egito”, afirmou a assessoria do órgão.

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A Embaixada do Brasil no Cairo colocou à disposição dos brasileiros os seguintes números telefônicos: (00xx202) 2575-6877 e 2577-3013. O número do plantão diplomático é: (00xx2010) 8177678.

O governo pede aos brasileiros que estão no Egito, e têm dificuldades para contatar a embaixada (por conta dos cortes nos telefones locais), que entrem em contato com autoridades diretamente no Brasil, deixando o endereço de seus hotéis e o número de seus quartos. Os contatos serão então repassados à embaixada no Cairo, que os procurará. Os telefones e e-email são:

E-mail: dac@itamaraty.gov.br

Telefones: 55 (61) 3411-9718, 3411-8804, ou 3411-8808.

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Egípcios no Brasil celebram com cautela protestos contra Mubarak

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