Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Os milhares de manifestantes que foram às ruas do Egito protestar contra o regime de Hosni Mubarak aqueceram as redes sociais e conseguiram burlar o bloqueio imposto ao Facebook e Twitter.

As redes sociais foram fundamentais para articular os protestos dos opositores egípcios ao Governo de Mubarak, por isso as autoridades egípcias bloquearam alguns sites que emitiram os protestos ao vivo, como o Bambuser e os jornais digitais Dostor e Badil, informou nesta quarta-feira (26/01) a Rede Árabe pelo direito à informação.

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Esta plataforma, que defende a liberdade de informação, denunciou em comunicado que o Governo “deu mais um passo na repressão das liberdades civis”.

“Além de atacar manifestantes que não faziam outra coisa além de utilizar o direito à liberdade de expressão – acrescentou -, bloqueou sites que cobriam os protestos”.

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A internet começou a ser um aliado dos egípcios contrários ao regime de Mubarak com as mobilizações de 6 de abril de 2008, quando uma greve geral foi convocada em protesto pela alta do preço dos alimentos e contra a gestão do presidente do Egito.

Desde então, se transformou em uma ferramenta fundamental para os opositores a Mubarak, que encontraram nos blogs e nas redes sociais uma plataforma de expressão que não tinham no país.

Apesar do bloqueio das redes sociais, os internautas encontraram formas de burlar a censura e trocaram impressões sobre a jornada anterior,além de convocar uma mobilização para esta quarta-feira através do Twitter.

“Ontem todos éramos tunisianos, hoje todos somos egípcios e amanhã todos seremos livres”, dizia uma das mensagens mais divulgadas na rede social.

De todo o mundo choveram ofertas de pessoas com conhecimentos informáticos para realizar ataques aos sites do Governo egípcio e às páginas de companhias de telefonia celular, acusadas por internautas de terem cancelado números de telefone de alguns ativistas.

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Egípcios conseguem burlar bloqueio à internet

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