Sábado, 9 de maio de 2026
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Conhecido por ter previsto o estouro da bolha do subprime em 2008 [fato que desencadeou a crise financeira que abalou o mundo inteiro naquele ano], o economista Nouriel Roubini fez novamente uma projeção preocupante para o futuro da economia dos Estados Unidos.

Em artigo para o site Project Syndicate, Roubini afirma que “a maioria dos bancos dos [norte-americanos] está tecnicamente perto da quebra e centenas deles já estão praticamente quebrados”, situação que deixa o país à beira de um colapso do sistema bancário, que, assim como aconteceu em 2008, poderia afetar o mundo inteiro.

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A análise do economista tem como base o atual cenário da economia dos Estados Unidos, abalado pela quebra do Silicon Valley Bank e do Signature Bank, além das consequências disso na Europa, especialmente na Alemanha e na Suíça [com ênfase para o caso do Credit Suisse, banco que foi forçado a se fundir com o UBS para não gerar um colapso da economia do país alpino].

Segundo Roubini, a situação atual tem sido induzida por fatores como o elevado nível de endividamento das empresas e das famílias, bem como a sobrevalorização de ativos como ações e imóveis.

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Segundo Nouriel Roubini, ‘maioria dos bancos norte-americanos está tecnicamente perto da quebra e centenas deles já estão praticamente quebrados’

Fórum Econômico Mundial

Roubini é conhecido em Wall Street como ‘Doutor Catástrofe’, por suas previsões pessimistas

O especialista também salienta que a política de “linha dura” seguida pela Reserva Federal [o banco central dos Estados Unidos], “aumentou a pressão sobre a lucratividade dos credores, reduzindo a diferença entre os juros que eles ganham nos empréstimos e os juros que pagam nos depósitos”.

“Os riscos assumidos pelos credores na tentativa de gerar mais lucro em meio ao aumento das taxas de juros os tornaram mais vulneráveis a possíveis perdas”, disse o analista.

Em 2022, a Reserva Federal elevou sua taxa básica de juros, fazendo com que o índice saísse de praticamente zero e passasse a variar entre 4,75% e 5%, o maior patamar desde 2006. Para o economista, essa situação aumentou o risco de depreciação dos ativos nos balanços dos bancos.

A fama de Roubini em Wall Street é bastante negativa: boa parte das empresas e da imprensa econômica dos Estados Unidos o chama de “Doutor Catástrofe”, devido à suas previsões pessimistas.

O artigo no qual ele apresenta suas mais recentes previsões faz jus a essa fama já no título: “The coming doom loop” [ou “o ciclo de desastres está voltando”]