Dois ministros renunciam após divulgação do governo de transição da Tunísia
Dois ministros renunciam após divulgação do governo de transição da Tunísia
Os dois ministros da União Geral dos Trabalhadores Tunisianos (UGTT), um dos responsáveis pela revolta social que forçou a queda do presidente Zine el Abidine Ben Ali, renunciaram nesta terça-feira (18/01) em protesto pela conformação do novo Executivo de transição, informaram fontes sindicais à agência Efe.
A direção do sindicato, reunida nesta manhã em sessão urgente, decidiu não reconhecer o novo Executivo, manifestou à Efe Lutfi Jalamumi, conselheiro principal do secretário-geral da UGTT.
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Os dois representantes do sindicato no gabinete de transição anunciado na segunda-feira eram Abdelyelid Budui, como ministro conselheiro do primeiro-ministro, e Husín Dimasi, como ministro de Formação Profissional e Emprego.
O secretário-geral do sindicato deve oferecer uma entrevista coletiva nesta terça-feira e para explicar a posição da UGTT, que retirou igualmente seus representantes em instituições como o Parlamento e o Conselho Econômico e Social, indicou Jalamumi.
O novo governo de transição tunisiano mantém cargos importantes como Interior, Assuntos Exteriores, Defesa e Finanças a seis ministros do Reagrupamento Constitucional Democrática (RCD), o partido no poder do presidente deposto.
O Executivo, que deve conduzir a transição do país até a convocação de eleições, inclui também os dirigentes dos três partidos de oposição legais e representantes de movimentos sociais e culturais críticos com o antigo regime.
A decisão da UGTT, que teve um papel importante na organização dos protestos sociais que acabaram com o regime de Ben Ali, coincide com a realização de diversos protestos e manifestações na capital que reivindica a retirada dos membros da RCD do governo.
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