Dois anos após início da crise, Senado dos EUA aprova reforma do sistema financeiro
Dois anos após início da crise, Senado dos EUA aprova reforma do sistema financeiro
A reforma do sistema financeiro norte-americano foi aprovada pelo Senado na noite dessa quinta-feira (20/5), em Washington. A legislação, que tem o objetivo de impedir uma nova crise como a que levou o país à recessão há dois anos, foi aprovada por 59 votos a favor e 39 contra – com quatro republicanos votando a favor – e agora deve ser harmonizada com um projeto similar aprovado pela Câmara do Deputados.
Durante os últimos meses, o presidente Barack Obama fez uma intensa campanha para pedir ao Congresso a aprovação da reforma que, segundo ele, ajudará a impedir “os abusos e excessos” que levaram ao que qualificou como a pior crise das últimas gerações. Segundo Obama, as novas normas permitirão um funcionamento justo dos mercados e o controle de certas práticas do setor financeiro.
A iniciativa propõe novas formas de supervisionar o sistema financeiro e inclui a criação de um organismo que se encarregará de proteger os direitos dos consumidores. Além disso, estabelecerá controles sobre as operações entre bancos e exigirá um cumprimento exaustivo dos requisitos para quem for solicitar empréstimos hipotecários, para não correr o risco de calotes. A lei obriga o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) a ser mais transparente, mediante uma auditoria do tribunal de contas norte-americano.
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Em discurso logo após a passagem da lei, Obama afirmou que a tentativa de Wall Street de impedir a reforma foi um fracasso. As empresas do centro financeiro fizeram lobby junto aos republicanos para barrar a reforma, que implicaria, segundo eles, em uma maior regulação do mercado. Obama assegurou que a proposta não irá prejudicar a economia de livre mercado. “Nosso objetivo não é castigar os bancos, mas proteger a população dos EUA dos altos e baixos que vimos nos últimos anos”, disse Obama.
“Graças à reforma financeira, o povo norte-americano não vai ter de pagar a conta pelos erros de Wall Street. Não vai haver mais resgates pagos pelos contribuintes. Se uma grande instituição financeira tiver de falhar, teremos as ferramentas para evitar que ponha em perigo o resto da economia”, declarou o presidente norte-americano.
Em fevereiro de 2009 a administração Obama conseguiu ver aprovado pelo Congresso um plano de recuperação econômica de 787 bilhões de dólares. Antes disso o governo dos EUA já havia aplicado dinheiro para o resgate do banco Bear Sterns em março de 2008, no valor de 30 milhões de dólares e posteriormente, 85 milhões de dólares no salvamento da seguradora AIG, já no auge da crise, em setembro.
Naquele mesmo ano, o ex-secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, fez um pedido para aprovação de um pacote de emergência de 700 bilhões de dólares – chamado de “Emergency Economic Stabilization Act of 2008” (“Atode Estabilização Econômica de Emergência de 2008″) –, finalmente aprovado em outubro daquele ano.
*Com agências
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