Domingo, 17 de maio de 2026
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Pelo menos 130 pessoas prestaram depoimento no julgamento do cubano nacionalizado venezuelano Luis Posada Carriles, acusado de terrorismo por Havana e Caracas, em um tribunal nos Estados Unidos nesta terça-feira (11/01).

O ex-agente da CIA, que atualmente tem 82 anos, responde à acusação de ter participado de atentados nas décadas de 1970, 1980 e 1990, mas está sendo julgado por ter mentido a funcionários da imigração dos EUA, após ter entrado clandestinamente no país, em 2005.

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O julgamento foi aberto na segunda-feira (10/01) no Texas. Ao todo, Posada Carriles é acusado de 11 delitos no processo de imigração, entre eles obstrução de processos, omissão de informações, falsas declarações no pedido de asilo político e falsidade ideológica.

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Até agora, porém, não há informações sobre os depoimentos prestados nesta tarde. De acordo com os correspondentes da rede de notícias venezuelana TeleSur, a juíza responsável pelo caso proibiu a entrada da imprensa no tribunal, além de proibir os depoentes de darem declarações até o julgamento ser encerrado.

Acusações

Assim que terminarem os depoimentos, a Fiscalização Federal dos EUA fará as alegações da acusação contra Posada, que inclui e uma investigação sobre as relações do ex-agente com Cuba. Além disso, a juíza terá acesso aos relatórios de autoridades cubanas sobre as investigações dos ataques explosivos a instalações turísticas de Cuba em 1997 e 1998, dos quais Posada é acusado de participar.

Entre as acusações contra Posada Carriles, estão um falso testemunho sobre os ataques aos hotéis em Havana e a participação no mesmo ataque, que matou o turista italiano Fabio di Celmo, de 32 anos.

Além disso, Cuba e Venezuela acusam Posada de ter maquinado a explosão de um avião comercial da companhia Cubana de Aviación, em 1976, um ataque que matou todos os 73 passageiros e tripulantes da aeronave, um DC-8 que voava de Barbados à Jamaica.

Ameaças

Nesta terça-feira, José Pertierra, o advogado que representa a Venezuela no pedido de extradição de Posada Carriles afirmou que vai recorrer ao FBI para denunciar ameaças de morte que recebeu de seguidores do acusado durante seu julgamento

De acordo com Pertierra, um dos seguidores de Posada Carriles se aproximou dele chamando-o de “cachorro” – forma como eram chamados os passageiros da Cubana de Aviación – perguntando se ele gostaria de receber flores e acrescentando: “Cachorro, vou me encarregar de você”.

O advogado disse que conversará com o FBI sobre o ocorrido, para que identifiquem essa pessoa. Ele também lamentou que a justiça norte-americana não leve em conta as “numerosas e irrevogáveis provas” que Cuba e Venezuela dizem ter sobre as “atividades terroristas” de Posada Carriles.

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Dissidente cubano acusado de terrorismo é julgado nos EUA por delitos em imigração

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