Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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A disputa para a sucessão, em setembro, do ex-presidente do Egito Hosni Mubarak ainda está indefinida, segundo especialistas. Porém, durante a onda de protestos que levaram à sua renúncia e agora com a instauração do governo de transição, quatro nomes aparecem como alternativa. Um deles pode ser interpretado como continuidade, outro como possibilidade alternativa e dois são de oposição.

O marechal Mohamed Tantawi, que comanda a junta militar, é apontado como continuidade do antigo regime. Ex-ministro do governo Mubarak e atual secretário-geral da Liga dos Países Árabes, Amr Moussa é avaliado como alternativa para quem não quer romper de forma definitiva com o antigo regime.

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Já o diplomata Mohamed El Baradei e o líder do Partido Ghad (O Amanhã), Ayman Nour, são apontados como nomes de oposição. Ambos têm uma trajetória de crítica e resistência ao regime Mubarak.

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Para analistas internacionais, é fundamental que o governo de transição garanta que as eleições ocorrerão de forma livre e democrática, permitindo a supervisão de observadores estrangeiros. Como no Egito o voto não é obrigatório, o apelo para a população será a segurança da legitimidade do processo.

Nas eleições parlamentares do ano passado, quando houve a escolha dos 88 membros do Parlamento, a oposição defendeu o boicote. De acordo com os oposicionistas, o processo eleitoral era contaminado e sem transparência. Os partidos contrários a Mubarak não participaram das eleições e o grupo político do presidente garantiu 95% das cadeiras.

A seguir, os principais nomes que devem concorrer às eleições de setembro.

Mohamed Tantawi – é o atual comandante da junta militar que governa provisoriamente o Egito. Desde 1991, o marechal ocupa o Ministério da Defesa. Externamente é pouco conhecido, mas para a sociedade egípcia é vinculado ao governo do ex-presidente Hosni Mubarak. Analistas internacionais o associam à continuidade do antigo regime.

Amr Moussa – atual secretário-geral da Liga dos Países Árabes, ele também ocupou o Ministério das Relações Exteriores no governo Mubarak por dez anos (1991-2010). O diplomata deixou o cargo mantendo uma série de críticas ao ex-presidente da República. Recentemente, ele disse que se dispõe a deixar a Liga dos Países Árabes para se lançar candidato à Presidência da República.

Mohamed El Baradei – ex-diretor-geral da Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica), recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2005. É considerado um líder político, mas com apelo limitado na população porque viveu a maior parte da vida fora do Egito. Foi um dos principais defensores do boicote da oposição nas eleições parlamentares de 2010. 

Ayman Nour – concorreu às eleições presidenciais em 2005, com Mubarak, e perdeu. Há suspeitas de que as eleições foram fraudadas e houve ainda baixo comparecimento do eleitorado às urnas. Depois das eleições, Nour passou cinco anos preso. Em decorrência do período em que ficou na prisão, ele é considerado por alguns um mártir da resistência ao antigo governo.

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Disputa pela sucessão de Mubarak no Egito envolve dois nomes da oposição

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