Direita liberal vence as eleições presidenciais na Polônia, mas sem maioria
Direita liberal vence as eleições presidenciais na Polônia, mas sem maioria
O candidato da direita liberal, Bronislaw Komorowski, venceu as eleições presidenciais da Polônia, mas não atingiu 50% de votos, levando a disputa ao segundo turno. Pesquisas de boca de urna apontam que o Komorowski obteve entre 40% e 45,7% dos votos, enquanto o ultraconservador Jaroslaw Kaczynski conseguiu entre 33% e 36%. Os dois candidatos voltarão a se enfrentar no dia 4 de julho.
Analistas políticos preferem não apontar um favorito, lembrando que, em 2005, Lech Kaczynski – irmão de Bronislaw Komorowski – perdeu no primeiro turno, mas venceu o liberal Donald Tusk na segunda votação.
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Os resultados defintivos só serão divulgados na manhã de segunda-feira (21/6), mas ambos os candidatos mais votados já se pronunciaram publicamente, esperando conseguir votos dos eleitores de outros candidatos e de indecisos. “A vida é como o futebol: mais difícil é a prorrogação. Sejamos conscientes, mobilizemos nossas forças e a nossa energia”, declarou Komorowski. “A chave da vitória é a fé. Devemos ganhar pela nossa pátria, pela Polônia”, respondeu Kaczynski.
Nas duas semanas que antecedem o segundo turno, os dois candidatos buscarão alianças com os demais partidos. Os liberais de Komorowski devem ser apoiados pelos simpatizantes de Gregório Napieralski, líder da Aliança Democrática de Esquerda, que obteve 14% dos votos.
A vitória de Komorowski representaria uma aproximação com a União Europeia e reformas estruturais na saúde, nas pensões e na área fiscal. Kaczynski promete respeitar as tradições e os valores da moral católica.
A Constituição polonesa estabelece um papel representativo ao presidente (chefe de Estado). Seu verdadeiro poder é o de vetar as leis aprovadas pelo Parlamento, atrasando as ações do governo. O presidente anterior utilizou o poder de veto em algumas ocasiões.
A participação popular nas eleições celebradas neste domingo ficou entre 52,3% e 54%, abaixo do que previam os especialistas depois do acidente de abril em Smolensk.
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