Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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A presidente do Peru, Dina Boluarte, causou polêmica ao comentar as manifestações realizadas no país nas últimas semanas. A mandatária acusou setores da esquerda peruana de “querer o caos, o desgoverno e o anarquismo”, ao apoiar os protestos.

A declaração aconteceu durante uma coletiva para a imprensa local, realizada nesta sexta-feira (23/12), na qual Boluarte tentou justificar a atuação das forças de segurança, as quais vêm sendo criticadas pela excessiva violência contra os manifestantes, a qual gerou ao menos 27 mortos e mais de 300 feridos, segundo dados da Coordenadora Nacional de Direitos Humanos do Peru (CNDDHH) atualizados na última quinta-feira (22/12).

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“A Polícia e o Exército foram às ruas para resguardar a vida dos 33 milhões de peruanos. Elas não saem para matar pessoas. O que vem acontecendo é causado por aqueles que estimulam as pessoas a provocar as nossas forças de segurança”, acrescentou a presidente.

Sobre as responsabilidades jurídicas pelas mortes, a mandatária também fez alusão a que as investigações terão como alvo não os policiais e sim aqueles que supostamente incitaram as manifestações.

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Presidente tentou justificar a repressão policial contra as manifestações que ocorrem no país, que produziu 27 mortos e 300 feridos em duas semanas

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A presidente peruana Dina Boluarte, durante entrevista coletiva

“A morte da gente dói na alma. Não imaginava que viria tanta violência. Violência dirigida por alguns parlamentares de esquerda. O Ministério Público Ofício já está investigando”, disse Boluarte, dando a entender que os “parlamentares de esquerda” seriam os suspeitos do caso.

Além disso, a presidente acusou a ex-primeira-ministra Betssy Chávez, última chefe de gabinete do governo do seu antecessor Pedro Castillo, como uma das responsáveis pela crise política que o país atravessa atualmente.

“Ela é quem deve uma resposta ao país, pois foi o seu governo que tentou um golpe de Estado”, afirmou a presidente, lembrando que, no mesmo dia em que foi destituído, Castillo tentou dissolver o Congresso e instaurar um governo de exceção, medida que não foi acatada pelas instituições.

(*) Com informações de TeleSUR