Desemprego na Espanha volta a subir após três meses de queda
Desemprego na Espanha volta a subir após três meses de queda
A Espanha registrou aumento no número de desempregados em agosto, após três meses consecutivos de queda, totalizando mais de 3,6 milhões de pessoas sem trabalho, segundo dados divulgados hoje (2) pelo Ministério espanhol de Trabalho e Imigração.
O desemprego subiu em todos os setores, especialmente nos serviços, com 47.805 desempregados a mais, seguidos pela construção, com 20.400, e pela indústria, com 11.471.
O governo espanhol atribui o aumento ao fim dos contratos de temporada, em um verão no qual o turismo “não alcançou níveis de exercícios anteriores” e houve menor contratação.
Nos últimos doze meses, o desemprego no país aumentou 43,44%, o que colocou a Espanha com o maior índice de desemprego de toda a União Europeia (18,5%), seguida pela Letônia, com 17,4%.
Previsões
Em abril, quando o nível de desemprego na Espanha atingiu 17,36%, a ministra de Economia, Elena Salgado, admitiu que os resultados eram “piores do que o esperado”, e afirmou que a partir de maio a tendência era de lenta recuperação. A cifra supera as piores estimativas do governo, que previa um índice de 15,9% até o final de 2009.
O FMI (Fundo Monetário Internacional) também revisou as estimativas para a Espanha. Em janeiro, o fundo previa 1,7% de contração para 2009, e agora, prevê 3%.
Segundo o último relatório sobre perspectivas da economia mundial do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Espanha só começará a sair da crise em 2014, quando retomar o ritmo de crescimento.
A previsão é de que o país continue com um índice de desemprego duas vezes maior que a média das economias desenvolvidas ao menos até 2010. Se as estimativas do FMI se confirmarem, o índice chegará a 19,3% no ano que vem, enquanto as nações mais ricas do mundo apresentarão números de 9,2%.
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