Domingo, 26 de abril de 2026
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As altas taxas de desemprego geram incertezas sobre a recuperação global, ainda que parte dos países já tenha se recuperado, afirmou o economista-chefe do Bird (Banco Mundial), Justin Yifu Lin, citado pela agência Reuters.

Para o economista, está associado ao problema o fato de a capacidade de produção das indústrias ainda é superior à demanda de mercado, que está contida devido à recuperação. Segundo ele, a retirada dos estímulos fiscais e monetários pode atrasar o aumento da demanda, que seria o que as economias precisam para preencher a utilização da capacidade das indústrias e voltar a criar empregos. 

A situação é mais complicada nos países desenvolvidos, os mais afetados pela crise. O último relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional), disponibilizado pelo site da Dow Jones, indica que a taxa de desemprego nas economias avançadas deve ficar em 8,4% este ano e 8% em 2011. Para os Estados Unidos, a projeção é de desemprego de 9,4% em 2010 e de 8,3% em 2011.

Na zona do euro, o FMI espera que a taxa de desemprego atinja 10,5% em 2010 e 2011. Na Espanha, entretanto, o número deve ser maior, com 19,4% em 2010 e em 18,7% no ano que vem.

Para o diretor do FMI, Murilo Portugal, o desemprego é um risco para as economias, mas não pode haver outra recessão econômica.

Portugal, Lin e outros membros do FMI e do Bird apresentaram nesta sexta-feira (23/04) um documento que mostra que a crise atrasou o ritmo de redução da pobreza em países em desenvolvimento e, como resultado, 53 milhões de pessoas continuarão em extrema pobreza em 2015. No entanto, o número total daqui a cinco anos de pessoas extremamente pobres deve ser de 920 milhões, abaixo das 1,8 bilhão de pessoas que viviam nesse patamar em 1990.

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Desemprego compromete a recuperação das economias no pós-crise, afirma Bird

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