Desaprovação a presidente chileno bate recorde e chega perto de 50%
Desaprovação a presidente chileno bate recorde e chega perto de 50%
Quase metade dos chilenos desaprova a gestão do presidente do país, Sebastián Piñera, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (02/03) pela consultoria local Adimark. Segundo os dados, no mês de fevereiro, quando foi realizada a pesquisa, Piñera atingiu seu maior índice de rejeição, 49%, desde que assumiu o poder em 11 de março do ano passado.
Um mês antes, 46% dos chilenos desaprovavam sua gestão. O aumento do número, segundo a Adimark, deve-se à crise que Piñera enfrenta desde sua chegada ao poder, ocasionada pelo terremoto de 27 de março.
Questionados sobre o terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o centro-sul do país em fevereiro do ano passado, os chilenos também criticaram a atuação de Piñera. De acordo com a pesquisa, 39% dos entrevistados consideraram as medidas tomadas eficientes, enquanto 55% se disseram insatisfeitos.
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Os entrevistados apontaram ainda o aumento da passagem do transporte público em Santiago como outro fator importante para a desaprovação.
Outro fator apontado para a rejeição apontado pela população foi o apoio do presidente à prefeita de Biobío, Jacqueline Van Rysselberghe. Anteriormente prefeita de Concepción, Rysselberghe foi acusada de conceder benefícios a chilenos que não foram prejudicados pelo terremoto. O escândalo provocou críticas da oposição e tensão nas relações do governo.
Contágio
Piñera, porém, não foi o único prejudicado com o escândalo de Rysselberghe. O ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, também caiu cinco pontos na aprovação. Segundo a mesma pesquisa, Hinzpeter, que antes tinha 65% da aprovação dos chilenos apresentou uma queda para 59%.
A pesquisa foi realizada com 1.110 pessoas em todas as regiões do Chile entre 3 e 26 de fevereiro. A margem de erro, segundo a consultoria, é de três pontos percentuais.
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