Depois do Ano da França, Brasil vai participar de evento semelhante na Bélgica
Depois do Ano da França, Brasil vai participar de evento semelhante na Bélgica
A parceria cultural entre Brasil e França, que resultou em eventos como o Ano do Brasil na França, em 2005, e o Ano da França no Brasil, encerrado ontem (15), gerou interesse em outros países. O Ministério da Cultura pretende fazer algo semelhante com a Bélgica em 2011, em território belga.
O anúncio foi feito pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, durante a solenidade de encerramento da programação. Segundo o ministro, “mais de 30 países demonstraram interesse” em promover atos parecidos com a parceria franco-brasileira e, de acordo com ele, isso abriu uma possibilidade enorme para uma ação regular.
“Temos uma enorme demanda. Estamos quase criando uma patente”, brincou Ferreira ontem (15), ao explicar que conversou com Itália e Portugal, além de outros países da Europa, e mais África e Ásia. “O Brasil entrou para o hall de países que despertam interesse de outros”, afirmou.
“Já acertamos com a Bélgica a realização de um evento semelhante em 2011”.
O Ano da França no Brasil se deu entre duas datas simbólicas para o calendário brasileiro – o feriado de Tiradentes (21/4) e o aniversário da proclamação da República (15/11). Ao longo destes sete meses, a programação trouxe eventos e atividades em mais de 80 cidades.
Para o presidente do Comissariado Brasileiro do Ano da França no Brasil, Danilo Santos de Miranda, o resultado obtido foi “extraordinário, tanto númerica quanto qualitativamente”. Segundo ele, pelo menos 50 milhões de brasileiros tiveram alguma espécie de contato com o calendário de produções culturais francesas.
O evento – que surgiu como uma espécie de “retribuição” ao Ano do Brasil na França, em 2005 – recebeu avaliação positiva de ambas as partes envolvidas. O embaixador francês no Brasil, Antoine Pouillieute, classificou como “formidável”, a resposta brasileira. “Passamos de uma amizade formal a uma intimidade operacional”, declarou o embaixador.
Nem tudo é passageiro
A parceria entre os países que promoveram o evento trouxe resultados permanentes para o Brasil, como a Biblioteca Virtual França-Brasil, a restauração de obras do pintor Poussin e o Centro de Músicas Negras na Bahia. “Queríamos realizar não apenas ações pontuais, mas também projetos de caráter permanente. Conseguimos isso em vários lugares” declarou Miranda, lembrado que essa aproximação pode render ainda novos eventos no Brasil.
O presidente do Comissariado Francês e do espaço cultural Grand-Palais de Paris, Yves Saint-Geours, declarou que os projetos “não são somente para hoje, mas também para o futuro”.
Para a realização dos mais de 560 projetos programados, o evento contou com investimentos de cerca de 43 milhões de reais, captados pela Lei Rouanet, além de 5 milhões do Fundo Nacional de Cultura. A França contribuiu com 10 milhões de euros (6 milhões captados de instituições públicas e mais 4 de fundo empresarial), equivalentes a 26 milhões de reais.
Apesar do encerramento oficial do evento, algumas obras e projetos continuam no Brasil até o final do ano, como a mostra do pintor Marc Chagall no Rio de Janeiro (Museu Nacional de Belas Artes) e da exposição do fotógrafo Henri Cartier-Bresson em São Paulo (SESC Pinheiros).
NULL
NULL
NULL























