Quarta-feira, 22 de abril de 2026
APOIE
Menu

O governo boliviano, que havia proibido a exportação de açúcar no dia 19 de fevereiro, estendeu hoje (24) a medida para o milho e o sorgo, dois cereais fundamentais na dieta boliviana. De acordo com as autoridades, os motivos para a emissão do decreto – excepcional e temporal – são os mesmos do açúcar: a alta especulação dos preços no mercado interno e o contrabando.

Leia mais:

Bolívia reforça medidas contra alta do preço e contrabando do açúcar

“As Forças Armadas, a polícia e os organismos de controle alfandegários farão o decreto ser cumprido e vigiarão veículos com carregamento contrabandeado. O contrabando incentiva a alta de preços para o consumidor interno”, ressaltou hoje a ministra do Desenvolvimento Rural, Nemesia Achacollo, segundo a ABI (Agência Boliviana de Informação).

Nemesia afirmou que o governo, por meio dos ministérios, orientará as prefeituras e os organismos que comercializam e transportam o milho e o sorgo a praticar preços justos, e que os agiotas e especuladores serão sancionados caso infrinjam o decreto.

Frango

Com a medida de hoje, as autoridades bolivianas esperam diminuir a oscilação dos preços de outro produto, o frango, que atualmente é comercializado no mercado interno a valores maiores do que o máximo, que é de 12 bolivianos o quilo. Em mercados de Santa Cruz e Cochabamba é possível encontrar o quilo sendo vendido a 16 e 13,5 bolivianos respectivamente, de acordo com o jornal boliviano El Deber.

A Associação Nacional de Avicultores responsabiliza o alto custo do milho e do sorgo, usados como ração, pelo aumento do quilo do frango. Cerca de 130 milhões de unidades de frango são consumidas por ano na Bolívia.

Depois do açúcar, Bolívia estende proibição de exportação para milho e sorgo

NULL

NULL

NULL