Departamento de Defesa anuncia corte de 6 mil vagas e já enfrenta oposição parlamentar
Departamento de Defesa anuncia corte de 6 mil vagas e já enfrenta oposição parlamentar
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, disse nesta segunda-feira (9/8) que o Pentágono vai cortar milhares de postos de trabalho – incluindo quase um terço de seu orçamento regular para os terceirizados e de um comando militar baseado em Norfolk (Virgínia) – como parte de um esforço contínuo de simplificar suas operações e evitar a pressão política para reduzir gastos com defesa nos próximos anos.
Segundo o jornal norte-americano The Washington Post, Gates disse que vai recomendar que o presidente Obama acabe com o Estado-Maior Conjunto dos EUA, que emprega 2,8 mil militares e civis, além de 3 mil terceirizados. Ele também disse que vai encerrar duas outras agências do Pentágono, impor um corte de 10% nos contratos de consultoria e inteligência, no que chamou de “hierarquia peso-pesada”, eliminando pelo menos 50 vagas reservadas para generais e almirantes.
“A cultura do dinheiro infinito que tomou conta do Pentágono deve ser substituída por uma cultura de poupança e de contenção”, disse Gates em entrevista coletiva no Pentágono. “Estou determinado a mudar a forma como este serviço tem sido administrado há muito tempo”.
O anúncio gerou protestos imediatos da bancada da Virgínia no congresso. De acordo com o Post, os parlamentares disseram que vão lutar para derrubar plano de Gates, embora não tenha ficado claro que recursos possam ter. Funcionários do Departamento de Defesa disseram ao jornal que o governo Obama poderia fazer os cortes sem aprovação do congresso.
“Estamos vendo agora o leilão fragmentado das maiores forças armadas que o mundo já conheceu”, disse o deputado J. Randy Forbes (republicano da Virgínia). “O povo norte-americano verá esta decisão como um primeiro passo em uma longa sequência de cortes na defesa nacional que de forma sistemática e intencional nas instituições que protegem e defendem as liberdades sobre as quais nossa nação foi fundada”.
Compensação
Gates disse que está confiante de que sua campanha de austeridade, parte de um programa iniciado no final de 2008, será aprovada no congresso. Para ele, os parlamentares da Virgínia podem estar mais dispostos a tolerar a perda do comando das forças armadas se considerarem que um benefício paralelo: a liberação de mais verba para outros programas de defesa no estado.
“Se eu puder somar 1 ou 2 bilhões de dólares ao orçamento da construção naval da marinha, a Virgínia pode sair na frente mais do que perder”, disse o secretário.
Os cortes são parte de um plano previamente anunciado pela Gates para economizar 100 bilhões de dólares em cinco anos, cortando pelo alto e reduzindo a burocracia para que o Pentágono possa usar o dinheiro em vez de pagar por mais tropas e armas.
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