Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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Representantes pastorais mexicanos denunciaram nesta quinta-feira (26/8) que há mais de quatro anos suas denúncias de que o cartel do tráfico Los Zetas está sequestrando e assassinando imigrantes no nordeste do país não foram atendidas pelas autoridades.

“Afirmamos que a chacina cometida contra 58 homens e 14 mulheres imigrantes não é um fato isolado”, explicou em entrevista coletiva o padre Pedro Pantoja, representante da Associação de Casas del Migrante do México, entidades civis em prol dos imigrantes.

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A comissária do INM (Instituto Nacional de Migração) do México, Cecilia Romero, afirmou que no ano passado 812 imigrantes foram recuperados de 16 “casas de segurança” controladas pelo crime organizado no estado mexicano de Tamaulipas.

“Lamento muito que não tenhamos conseguido detectar as 72 pessoas (assassinadas nesta quinta-feira) porque estariam, como estão agora as 812 que recuperamos, sãos e salvos em seus países”, declarou Cecilia.

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O sacerdote, no entanto, condenou a falta de vontade do INM mexicano para aceitar a realidade de sistemática violação de direitos humanos dos imigrantes que cruzam México.

Segundo ele, a chacina é uma mostra clara de que a política migratória atual do Estado mexicano não garante os direitos humanos dos imigrantes e propicia este tipo de crime.

Em entrevista a Radio Fórmula, Cecília admitiu ainda que agentes migratórios estiveram envolvidos com o crime organizado. Segundo ela, 30 funcionários estão presos e mais de 350 foram suspensos ou estão sendo processados.

Calcula-se que, a cada ano, quase 300 mil imigrantes ilegais cruzam a fronteira sul do México com a intenção de chegar aos EUA. Muitos deles são vítimas de extorsão, roubo, estupro e sequestro. De acordo com dados do INM, o México enviou de volta aos países de origem 43.500 imigrantes ilegais apenas neste ano.

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Denúncias de violência contra imigrantes estão há anos sem atenção no México

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