Defesa civil da Nova Zelândia suspende resgate de mineiros até provar que não há riscos
Defesa civil da Nova Zelândia suspende resgate de mineiros até provar que não há riscos
As equipes de resgate da Nova Zelândia anunciaram neste domingo (21/11) que não irão resgatar os 29 mineiros soterrados até a confirmação de que o gás acumulado sob a terra não representa um risco.
“Não colocarei meus funcionários em risco até termos certeza de que não vai haver novas explosões”, disse o diretor do serviço nacional de emergência, Trevor Watts. Segundo ele, os trabalhadores são “como irmãos”.
Watts afirmou que sua equipe está pronta para descer à galeria da mina assim que for possível, desde que as análises confirmem que o gás não é perigoso.
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Russell Smith, um dos sobreviventes da tragédia, disse que se salvou porque chegou atrasado ao trabalho e não tinha descido à mesma profundidade que a maioria dos colegas quando ocorreu a explosão, na sexta-feira (19/11). O mineiro conseguiu sair da mina por conta própria, junto ao colega Daniel Rockhouse. Ele também falou que houve várias explosões.
“As explosões foram ocorrendo uma atrás da outra. Agachei-me para me proteger dos escombros”, disse Smith à televisão neozelandesa.
Risco
A operação de resgate continua paralisada pelo perigo de incêndios subterrâneos que o gás metano poderia provocar.
“As amostras que analisamos indicam que há uma espécie de aquecimento subterrâneo, algum tipo de combustão com os gases”, disse Peter Whittall, dono da empresa que opera a mina, Pike River Coal.
Segundo Whittall, ainda não é seguro enviar as equipes de salvamento ao fundo da mina. A Pike River acredita que os mineiros estejam a 150 metros da superfície, mas a 2,5 quilômetros da entrada da jazida, localizada na ilha Sul da Nova Zelândia.
Sem notícias
Na noite deste sábado, a operação foi suspensa pela segunda vez consecutiva, quando a escuridão obrigou a interrupção da extração de ar do interior da mina e por causa do risco de nova explosão de gás metano. As famílias das vítimas lotaram as igrejas da localidade de Greymouth, próxima à mina, para rezar pelos mineiros.
Os 29 trabalhadores soterrados permanecem incomunicáveis. Eles não se alimentaram nas 48 horas depois da forte explosão que causou o acidente, mas têm água e provavelmente se encontram dentro de algum dos túneis aos quais se está bombeando ar fresco da superfície. Eles têm entre 17 e 62 anos. Entre eles, há três britânicos, dois australianos e um sul-africano.
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