Terça-feira, 7 de abril de 2026
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Após qualificar de indevida e precipitada a decisão da Suprema Corte de ter declarado inaplicável o artigo constitucional que impede a reeleição na Nicarágua, o embaixador norte-americano no país, Robert Callahan, sofreu críticas de diversos setores do país e teve de enfrentar ontem (30) uma multidão indignada, que cercou a Universidade Centro-Americana (UCL), onde acontecia um seminário. O diplomata teve de ser evacuado pela polícia e pelo esquadrão de elite, enquanto os manifestantes gritavam “Fora, EUA!” e exigiam a expulsão de Callahan (foto abaixo). 

Fotos: EFE

Durante coletiva de imprensa na quarta-feira na Câmara de Comércio Americana Nicaragüense (AMCHAM), o representante da Casa Branca criticou a decisão da CSJ, que permitirá ao presidente Daniel Ortega apresentar candidatura para a reeleição. “Para nós, a Suprema Corte nicaraguense atuou com uma pressa injustificada e não característica, em segredo, com a participação de juizes de um único movimento político e sem o debate público”, afirmou no evento. 



Estudantes universitários manifestam do lado de fora da Universidade Centro-Americana


“Callahan é um mafioso e um deliquente”, disse Walter Calderón Sandino, neto do General Augusto C. Sandino.

Diversos meios de comunicação estamparam editoriais com frases como “Esse embaixador ianqui deve saber que não está em uma colônia dos Estados Unidos” e “À Callahan: somos livres e soberanos e deve nos respeitar”.

No dia 20 de outubro a Corte Suprema de Justiça da Nicarágua acatou um recurso apresentado pelo presidente Ortega e declarou inaplicável o artigo constitucional que impede sua reeleição. Com isso, ele poderá tentar a reeleição para o terceiro mandato em 2011.

Declarações de embaixador dos EUA sobre reeleição causam revolta na Nicarágua

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