Terça-feira, 19 de maio de 2026
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A justiça britânica, responsável por julgar o pedido de extradição feito pela Suécia para o fundador do site Wikileaks, Julian Assange, decidirá na sexta-feira (11/02) o destino do australiano, informou nesta terça-feira (08/02) o juiz Howard Riddle. De acordo com ele, os dois dias de julgamento já realizados não foram suficientes para concluir a audiência.

Nesta terça-feira, segundo dia de julgamento, a defesa do fundador do Wikileaks alegou que a promotoria sueca emitiu o mandado de prisão por supostos crimes sexuais de forma inadequada e desafiou a promotora Marianne Ny a comparecer ao tribunal para defender seu ponto de vista.

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Segundo os advogados é “bastante peculiar” que a justiça tenha ouvido Assange apenas por teleconferência, e não pessoalmente, antes de pedir sua extradição. O advogado sueco que defende Assange, Bjorn Hurtig, alegou que ofereceu um depoimento de seu cliente “cinco vezes” à promotora Marianne, que negou a oferta.

Na segunda-feira (07/02), os advogados de Assange insistiram na não extradição do australiano e disseram que seu cliente correrá o risco de não ter um “julgamento justo” se for extraditado. Além disso, chamaram a atenção para a atuação da imprensa, que há uma semana vem chamando Assange de “covarde” por se recusar a voltar para a Suécia. “Existe o perigo de que, com este tipo de campanha da imprensa, este julgamento secreto sofra com a parcialidade”, afirmou o Hurtig.

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Para a defesa de Assange, o principal risco de sua extradição para a Suécia é uma futura extradição para os Estados Unidos, onde corre risco até de ser condenado à morte, já que divulgou documentos diplomáticos comprometedores sobre o país. Os advogados disseram ainda que temem que o cliente seja enviado para a prisão de Guantánamo por outras acusações ligadas ao Wikileaks. “Para evitar isso pedimos a intervenção da Corte Europeia de Direitos Humanos”, disse Geoffrey Robertson, outro advogado responsável por Assange.

Hurtig, por sua vez, acusou as duas mulheres que denunciaram seu cliente na Suécia por crimes sexuais de terem “interesses ocultos” para acusar o fundador do site WikiLeaks, já que falam em “vingança” e sobre “conseguir dinheiro”.

Para o fundador do Wikileaks, que foi preso em 7 de dezembro após se entregar à polícia de Londres e agora está sob liberdade condicional concedida a depois de ter pago fiança, as acusações contra ele têm motivações políticas devido ao vazamento dos documentos diplomáticos.

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Decisão sobre extradição de Julian Assange deve ocorrer na sexta-feira

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