Sábado, 9 de maio de 2026
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A votação do referendo sobre emendas constitucionais ocorreu neste domingo (12/9) sob tensão na Turquia, com confrontos entre as forças de segurança e ativistas curdos que tentavam boicotar o pleito.

As agências de notícias turcas afirmam que cerca de 500 militantes curdos foram detidos pela polícia e ao menos 15 pessoas ficaram feridas nos confrontos. Segundo a , as forças de segurança forçaram os ativistas que queriam boicotar a votação a registrar seu voto.

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O resultado é visto como um grande teste da popularidade do premiê Recep Tayyip Erdogan, no ano anterior às eleições. Erdogan votou em Istambul, ao lado da mulher e da filha, posando para a imprensa com o envelope de votação nas mãos e dizendo que o referendo é um importante passo para a democracia.

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Em Ancara, o presidente Abdullah Gul apelou à harmonia. “A Turquia precisa se unir e olhar para o futuro. A Turquia deveria focar toda sua energia nos temas que seu povo enfrenta e no futuro do país”, disse Gul, depois de vota, “O público tem o dizer final nas democracias. Eu gostaria de lembrara a todos para receber o resultado deste referendo com respeito e maturidade”.

Sexto referendo

Cerca de 50 milhões de cidadãos da Turquia foram convocados a participar de um referendo no qual deverão dar seu sinal verde ou rejeitar 26 emendas à Constituição, propostas pelo governante partido AKP, único a defender o “sim” na votação, enquanto os outros partidos do Parlamento pedem o “não”.

O AKP considera que as emendas representam um avanço para a democracia turca, enquanto a oposição laica teme um excesso de poderes para o atual governo.

O pró-curdo partido BDP fez campanha a favor de um boicote da votação, já que as emendas não contêm nada a favor da minoria curda.Os analistas, que preveem uma alta participação pelo voto ser obrigatório, consideram que se o boicote curdo se tornar realidade, isso poderia ter um efeito decisivo sobre o resultado final.

Trata-se do sexto referendo na história democrática da Turquia, cuja
atual Carta Magna foi introduzida em 1982 pela então ditadura militar. As pesquisas apontam para uma vitória muito apertada do “sim” sobre o “não”, com entre um e dois pontos de vantagem. 

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Curdos protestam contra referendo de emendas constitucionais na Turquia

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