Cúpula nuclear termina com acordo para zelar por segurança
Cúpula nuclear termina com acordo para zelar por segurança
Os representantes dos 47 países que participam da Cúpula de Segurança Nuclear, realizada em Washington, se comprometeram nesta terça-feira (13/4) aumentar o controle sobre todo o material nuclear vulnerável no período de quatro anos.
No documento, ao qual à agência de notícias espanhola Efe teve acesso, os Estados reconhecem a necessidade de cooperação e concordam em compartilhar informações através de mecanismos bilaterais e multilaterais em áreas como a detecção nuclear e o desenvolvimento de novas tecnologias para reforçar a segurança.
Segundo o jornal norte-americano The Washington Post, o acordo foi impulsionado pela decisão do presidente russo, Dmitri Medvedev e do norte-americano, Barack Obama, de se desfazer do excedente do plutônio altamente refinado de seus respectivos programas de defesa, material suficiente para fabricar milhares de armas nucleares.
A medida foi proposta já que durante a cúpula o terrorismo nuclear foi considerado “uma das maiores ameaças para a segurança internacional” e, portanto demanda a implementação de “fortes medidas de segurança”.
Os 47 países prometeram zelar pela segurança deste material e restringir a troca entre regiões com o objetivo de prevenir que “atores não estatais” tenham acesso a eles. Assim, o urânio altamente enriquecido e o plutônio refinado em particular estarão submetidos a medidas especiais de proteção.
“Nosso objetivo é claro: garantir que os terroristas nunca tenham acesso ao plutônio ou urânio altamente enriquecido – os ingredientes essenciais de uma arma nuclear”, diz a prévia da declaração, que será lida na íntegra por Obama ao final na cúpula.
Cultura de segurança
Além disso, a proposta reafirma o papel “essencial” de organizações como a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), as Nações Unidas, a Iniciativa Global para Combater o Terrorismo Nuclear e da Aliança Global contra a Proliferação de Armas e Materiais de Destruição em Massa como forma de intensificar o controle da segurança nuclear internacional.
Ao mesmo tempo, destacam a importância do setor privado nessa luta e incentivam a melhora da “cultura da segurança nuclear” por meio do desenvolvimento da tecnologia, do treinamento e da cooperação entre todos os envolvidos.
Segundo o documento, todas as futuras ações não devem interferir nos direitos dos Estados “de desenvolver e utilizar energia nuclear para fins pacíficos”.
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