Sábado, 25 de abril de 2026
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Os representantes dos 47 países que participam da Cúpula de Segurança Nuclear, realizada em Washington, se comprometeram nesta terça-feira (13/4) aumentar o controle sobre todo o material nuclear vulnerável no período de quatro anos.

 

No documento, ao qual à agência de notícias espanhola Efe teve acesso, os Estados reconhecem a necessidade de cooperação e concordam em compartilhar informações através de mecanismos bilaterais e multilaterais em áreas como a detecção nuclear e o desenvolvimento de novas tecnologias para reforçar a segurança.

 

Segundo o jornal norte-americano The Washington Post, o acordo foi impulsionado pela decisão do presidente russo, Dmitri Medvedev e do norte-americano, Barack Obama, de se desfazer do excedente do plutônio altamente refinado de seus respectivos programas de defesa, material suficiente para fabricar milhares de armas nucleares.

 

A medida foi proposta já que durante a cúpula o terrorismo nuclear foi considerado “uma das maiores ameaças para a segurança internacional” e, portanto demanda a implementação de “fortes medidas de segurança”.

 

Os 47 países prometeram zelar pela segurança deste material e restringir a troca entre regiões com o objetivo de prevenir que “atores não estatais” tenham acesso a eles. Assim, o urânio altamente enriquecido e o plutônio refinado em particular estarão submetidos a medidas especiais de proteção.

 

“Nosso objetivo é claro: garantir que os terroristas nunca tenham acesso ao plutônio ou urânio altamente enriquecido – os ingredientes essenciais de uma arma nuclear”, diz a prévia da declaração, que será lida na íntegra por Obama ao final na cúpula.


Cultura de segurança

Além disso, a proposta reafirma o papel “essencial” de organizações como a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), as Nações Unidas, a Iniciativa Global para Combater o Terrorismo Nuclear e da Aliança Global contra a Proliferação de Armas e Materiais de Destruição em Massa como forma de intensificar o controle da segurança nuclear internacional.

Ao mesmo tempo, destacam a importância do setor privado nessa luta e incentivam a melhora da “cultura da segurança nuclear” por meio do desenvolvimento da tecnologia, do treinamento e da cooperação entre todos os envolvidos.

Segundo o documento, todas as futuras ações não devem interferir nos direitos dos Estados “de desenvolver e utilizar energia nuclear para fins pacíficos”.

Cúpula nuclear termina com acordo para zelar por segurança

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