Sábado, 16 de maio de 2026
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O governo cubano considerou que a IX Cúpula das Américas, promovida a partir desta segunda-feira (06/06) pelos Estados Unidos, “não tem justificativas” para a “exclusão antidemocrática” do país, Venezuela e Nicarágua do encontro regional. 

“Não há uma única razão que justifique a exclusão antidemocrática e arbitrária de qualquer país do hemisfério”, completou o governo de Cuba. 

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Segundo comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores, Washington “abusou de seu privilégio como país anfitrião” ao restringir a participação dos países latino-americanos no evento. “O governo de Joe Biden recusou-se a atender às justas demandas de diversos governos para mudar essa posição discriminatória e inaceitável”, completou a nota.

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Países como México, Bolívia e Chile rejeitaram a exclusão dos países vizinhos do evento. O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, confirmou que, como “forma de protesto”, não participaria da Cúpula caso países do continente fossem excluídos do evento.

Segundo Havana, o governo norte-americano “optou pela exclusão” como recurso para realizar um evento “sem contribuições concretas”, mas sim “benéfico para a imagem do imperialismo”.

Para o governo de Miguel Díaz-Canel, a medida foi tomada pelo “medo” de que “verdades incômodas sejam ouvidas”, evitando assim que a reunião discuta sobre questões mais “urgentes e complexas”

Havana denuncia 'abuso de privilégio’ por parte dos Estados Unidos em excluir Cuba, Nicarágua e Venezuela de encontro regional

Pixabay

Segundo Havana, governo norte-americano ‘optou pela exclusão’ como recurso para realizar um evento “’sem contribuições concretas’

A chancelaria de Cuba também denunciou “intensas negociações” dos Estados Unidos para que outros governos da região atendessem ao convite da Cúpula, mesmo sendo contra a exclusão de alguns países.

“Isso inclui pressão imoral, chantagem, ameaças e truques sujos. São práticas habituais do imperialismo que refletem seu tradicional desprezo por nossos países”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores de Cuba em relação à influência dos EUA sobre os demais países.

A nota da chancelaria ainda agradeceu aos presidentes das nações que manifestaram-se contra a exclusão, afirmando que os Estados Unidos “subestimaram” o apoio à Cuba na região, agindo de forma “hostil” como se essa fosse uma “posição consensual no hemisfério”. 

No comunicado, Cuba ainda denuncia que os documentos da Cúpula das Américas “estão divorciados dos problemas reais da região” e esclarece apoio a esforços que desejem promover “integração baseada em convivência civilizada no continente”.

“O que nossa região exige é cooperação, não exclusão. Solidariedade, não mesquinhez. Respeito, não arrogância. Soberania e autodeterminação, não subordinação”, completou a nota ao afirmar que “não se pode falar em Américas” sem abranger todos os países do hemisfério.

(*) Com Telesur.