Domingo, 10 de maio de 2026
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O governo de Cuba divulgou informações sobre o pacote de demissões de cerca de 500 mil funcionários públicos. As autoridades cubanas asseguram que vão dar todas as garantias aos demitidos e afirmam que as medidas de ajuste são necessárias para tornar a economia “eficiente e com melhor distribuição de riqueza”. As informações são do site do jornal cubano Granma.

As autoridades asseguraram que os trabalhadores exonerados terão garantias do governo para iniciar os projetos autônomos; para os que não puderem encontrar trabalho imediatamente, o Estado vai pagar 60% do valor do salário por até três meses, dependendo da idade.  “Nesse processo, ninguém será abandonado à sorte. Cuba reorganiza sua economia e suas forças produtivas a fim de torná-las mais eficientes e aumentar seu padrão de vida”, informa o texto.

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A reportagem diz também que é necessário aumentar a arrecadação de impostos por meio de investimentos na iniciativa autônoma. A ideia é abrir o mercado para 178 atividades independentes, de acordo com o texto.

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“A eliminação das folhas de pagamento infladas, subsídios excessivos e gratuidades indevidas, unida a liberar o Estado de um grupo de atividades, devem permitir o financiamento dos incrementos de salário no futuro próximo”, segundo o Granma, que cita o ministro da Economia, Marino Murillo.

Os critérios para os cortes, anunciados no dia 14 de setembro, serão definidos de acordo com as orientações de cada sindicato e mais os comitês do governo, formado por especialistas e autoridades. Também serão aceitos pedidos de adesão. Neste caso, os interessados devem procurar as representações de classe e encaminhar as solicitações.

A reportagem informa ainda que o governo paga salários a cerca de 1,5 milhão de pessoas por ano, número considerado elevado. Para readequar as necessidades do país, o governo sugere que os cubanos passem a se interessar pelas atividades agrícolas, uma vez que metade das terras está disponível para produção.

Em Cuba, o Estado é responsável por 84% da força de trabalho do país, pagando aos funcionários por volta de 420 pesos, o equivalente a 20 dólares por mês, mais subsídios para moradia, transporte, alimentação, além do direito a educação e saúde gratuitos. A meta do governo Raúl Castro é demitir aproximadamente 1 milhão de servidores até 2015 para enxugar a máquina administrativa, conter os gastos, investir mais em programas específicos e driblar os efeitos do embargo econômico imposto a Cuba pelos Estados Unidos desde 1962.

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Cuba divulga detalhes do corte dos 500 mil servidores

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