Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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O governo cubano condenou uma reunião mantida em Havana por altos funcionários do Departamento de Estado norte-americano com opositores do regime castrista, classificando a atitude como uma “provocação aberta” e “violação flagrante” das relações entre os dois países.

  

A chancelaria cubana declarou em um comunicado que denuncia esta aberta provocação, “que constitui uma violação flagrante dos princípios e das normas internacionais que regem as relações dos Estados”.

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A principal subsecretária adjunta do Departamento de Estado, Roberta Jacobson, e o resto da delegação norte-americana — que participou de uma discussão sobre as leis migratórias com o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Dagoberto Rodríguez, na quarta-feira — se reuniram ontem com 12 opositores na sede da missão diplomática de Washington na ilha.

  

“Esta ação confirma mais uma vez que não existe troca na política de subversão e ingerência dos Estados Unidos nos assuntos internos de Cuba, e que sua prioridade ainda é incentivar a contra-revolução interna”.

  

A chancelaria cubana disse ter manifestado à delegação norte-americana, antes do início de suas conversações, sobre sua “desaprovação” à uma possível iniciativa de usar o encontro para realizar “atividades ofensivas e desrespeitosas dentro de nosso país”.

  

O governo cubano, no entanto, reiterou sua disposição em manter um “diálogo respeitoso” sobre qualquer tema com Washington, mas adverte que “não tolerará interferência alguma dos Estados Unidos nos assuntos internos de Cuba”.

  

Para o Ministério de Relações Exteriores cubano, os opositores são considerados “mercenários, cujas atividades contra a ordem constitucional são dirigidas e financiadas pelo governo norte-americano”.

  

Durante a reunião com a oposição cubana, a delegação reiterou seu “claro compromisso com a causa dos direitos humanos e a democracia em escala mundial”, segundo um comunicado da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), que é ilegal, mas tolerada pelo governo, e tem por líder Elizardo Sánchez.

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Cuba classifica como 'provocação' encontro dos EUA com opositores

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