Cuba celebra data nacional sem Fidel Castro
Cuba celebra data nacional sem Fidel Castro
Mais de 100 mil pessoas foram nesta segunda-feira (26/7) à praça Ernesto Che Guevara, na cidade cubana de Santa Clara, para celebrar o Dia da Rebeldia
Nacional – o 57º aniversário da tomada do quartel Moncada, data em que se comemora a primeira ação armada da revolução cubana.
O ato foi presidido pelo presidente de Cuba, Raúl Castro, e o discurso feito pelo vice-presidente José Ramón Machado Ventura, que também participou do movimento de 26 de julho de 1953. Apesar das expectativas, ex-presidente
Fidel Castro não estava presente. Nas últimas duas semanas, ele apareceu em público seis vezes. No sábado,depositou flores nos túmulos dos guerrilheiros que morreram neste episódio histórico.
Efe

Ao chegar, Raúl foi aplaudido pelos cubanos que estavam na praça para acompanhar o ato
Desde às 7h30 da manhã, a imprensa local mostrava os cubanos, muitos deles vestidos de vermelho, chegando à praça, onde estão os restos do guerrilheiro argentino Che Guevara.
Participaram também da comemoração de hoje vice-presidentes, ministros e funcionários da Venezuela. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, cancelou ontem sua visita a Cuba por conta do conflito diplomático com a Colômbia. Segundo ele, “há possibilidade de uma agressão armada” por parte do país vizinho.
Durante o discurso, Machado Ventura manifestou “solidariedade e apoio” aos venezuelanos e disse que “Chávez tem todo o direito de se defender das ameaças e provocações do império”.
O vice-presidente disse também que estava feliz pela “visível recuperação” de Fidel, o que, para ele, é motivo de “profunda alegria para os homens, mulheres, revolucionários cubanos e progressistas para além de nossas fronteiras”.
Em relação às expectativas de anúncios de reformas na economia nacional, Machado Ventura afirmou que “os cubanos continuam o estudo e a análise de decisões que conduzam a superação de nossas deficiências”.
“Atuaremos sem soluções populistas, demagógicas ou enganosas. Não nos deixaremos levar por campanhas da imprensa estrangeira”, afirmou.
Na cerimônia, Raúl entregou diplomas de reconhecimento a representantes de diferentes províncias do país pelo cumprimento de metas econômicas, segundo o site do jornal espanhol La Vanguardia.
Leia mais:
“Cuba passa por “mudanças relevantes”, diz escritor Leonardo Padura, crítico do regime
Cuba, direitos humanos e hipocrisia
Fidel Castro: As loucuras de nossa época
Em meio à crise financeira mundial, Cuba aumenta o PIB
Efe

Os participantes da comemoração escutam o discurso de Machado Ventura
A direção do Partido Comunista de Cuba dedicou este 26 de julho a Simón Bolivar e ao bicentenário do início da independência hispano-americana.
Clique aqui para ver as imagens da comemoração em Santa Clara.
O dia 26 de julho de 1953 é considerado o início da revolução cubana. Neste dia, um grupo de 165 jovens liderado por Fidel Castro assaltarou o quartel general de Moncada, em Santiago de Cuba, e o forte de Céspedes. O objetivo era tomar as bases dos quartéis, armar a população e derrubar o governo do ditador Fulgencio Batista.
Grande parte dos guerrilheiros morreu e Fidel foi preso, julgado e condenado a 15 anos de prisão. Por ser advogado, ele se pronunciou em autodefesa diante do tribunal e, após 22 meses de prisão, foi libertado com a anistia geral de 1955.
Voltaram a Cuba com Ernesto Che Guevara, Camilo Cienfuegos e Raúl Castro e mais 80 combatentes a bordo do iate Granma para lutar organizar a guerrilha em Sierra Maestra. O movimento deu início à revolução, que culminou com a
queda de do governo em 1º de janeiro de 1959.
Siga o Opera Mundi no Twitter
NULL
NULL
NULL























