Como resultado da instabilidade política na Líbia, o preço do petróleo do tipo brent subiu 1,75% nesta segunda-feira (21/02), atingindo 104,57 dólares, maior nível desde o início da crise econômica em 2008. A empresa petrolífera BP anunciou a intenção de evacuar parte de seus 140 funcionários no país, um grande exportador para o mercado europeu. Paralelamente, as ações da petrolífera italiana ENI, que também atua na Líbia, caíram 3,2%.
A Líbia produz 2% do petróleo extraído no mundo, embora seja responsável por 10% do mercado europeu. A Itália é sua maior compradora. A atividade petrolífera é fundamental para a economia líbia, representando 95% de suas exportações e 25% de seu PIB (Produto Interno Bruto).
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A companhia ENI informou, no último sábado, que suas operações não haviam sido afetadas pela violência que se espalhou naquele dia para a capital, Trípoli. Segundo relatos, uma greve de funcionários fechou o campo de Nafoora, operado por uma subsidiária da petrolífera estatal líbia.
A empresa já interrompeu suas operações em campos onshore (sobre a terra), embora eles ainda estejam em fase preparatória, sem produzir petróleo.
A BP informou ainda que outros campos offshore explorados pela companhia não foram afetados. A chancelaria da Grã-Bretanha recomendou que cidadãos britânicos sem necessidade de permanecer na Líbia deixem o país por meios comerciais desde que seja seguro fazê-lo, e os Estados Unidos aconselharam seus cidadãos a não viajar ao país africano a menos que seja essencial.
O governo da Turquia diz ter recebido 3 mil pedidos de seus cidadãos na Líbia para serem resgatados de avião. O primeiro avião turco foi enviado a Benghazi, epicentro da revolta, ontem.
Os mercados de commodities não estão preocupados só com a Líbia, mas também com a ameaça de crescentes tensões no Irã, o segundo maior produtor petrolífero da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
Há ainda temores de que o maior produtor da Opep, a Arábia Saudita, sucumba à instabilidade, embora o regime saudita ainda não tenha enfrentado protestos. Apesar dos eventos recentes no Oriente Médio, o fornecimento de petróleo ainda não foi interrompido.
Outro país afetado por distúrbios no Oriente Médio, o Bahrein teve sua nota de crédito rebaixada nesta segunda-feira pela agência de classificação de risco Standard and Poor's (S&P). A S&P reduziu em um nível a nota da dívida soberana do Bahrein, de “A” para “A-2”, e alertou que poderá baixá-la ainda mais, caso os protestos contra o governo bareinita se intensifiquem.
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