Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O clima para os negócios na América Latina, que em julho passado estava em seu melhor nível em uma década, perdeu impulso em outubro pela cautela dos países da região em torno do futuro incerto, registrou um estudo divulgado nesta quinta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O chamado ICE (Índice de Clima Econômico) caiu 6 pontos em julho e 5,8 pontos em outubro, de acordo com o balanço trimestral feito pela FGV em parceria com o IFO (Instituto de Pesquisa em Economia) da Universidade de Munique, na Alemanha.

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Trata-se do primeiro retrocesso do indicador desde janeiro de 2009 quando o índice estava em seu pior nível histórico (2,9 pontos) como consequência da crise mundial.

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Desde então, o valor cresceu gradualmente e alcançou 5,6 pontos em abril e 6 em julho, mesmo valor de abril de 2000 e só superado pelas 6,3 unidades de outubro de 1997.

O Índice de Clima Econômico é a média da avaliação que 149 especialistas de 17 países da região fazem sobre a atual conjuntura econômica (Índice de Situação Atual, ISA) e as expectativas para o futuro (Índice de Expectativa, IE).

De acordo com a FGV, o retrocesso entre julho e outubro foi consequência do aumento da incerteza nos países da região em torno do futuro nebuloso da economia.

Enquanto o ISA se manteve estável em 5,8 pontos nos últimos três meses, o IE caiu 6,2 pontos em julho e 5,8 em outubro.

“Com o ISA e o IE em níveis superiores à média dos últimos 10 anos, o gráfico do ciclo econômico segue apontando a região para uma fase do 'boom' econômico”, analisou o estudo.

Mas os dados ressaltam que a “terceira queda consecutiva do IE confirma o diagnóstico do estudo anterior no sentido que o cenário é de 'boom' cauteloso”.

De acordo com a FGV, a situação da América Latina refletiu no resto do mundo, já que o Índice de Clima Econômico mundial caiu 5,7 pontos em julho e 5,5 em outubro apesar da situação atual ter melhorado na maioria dos países.

“Mas a piora nas expectativas foi mais acentuada na região latina. O que mostra que o cenário de incertezas prevalece na economia mundial e que a recuperação do crescimento será lenta”, explicou o relatório.

A FGV anunciou que o estudo foi realizado antes do agravamento das tensões da “guerra cambial” e que, perante a falta de compromisso concreto na cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países ricos e os principais emergentes) realizada neste mês em Seul, o cenário mundial pode estar ainda mais nebuloso”.

Segundo o estudo, o clima para os negócios sofreu um retrocesso entre julho e outubro em Brasil, Colômbia, México, Paraguai, Peru e Uruguai.

“Apesar dos resultados, Brasil, Colômbia, Peru e Uruguai se mantêm na fase do 'boom' econômico. México e Paraguai, por sua vez, perderam a posição”, afirmou o documento.

O clima para os negócios melhorou entre julho e outubro em Argentina, Bolívia, Equador e Venezuela, apesar dos países permanecerem nas fases de recuperação ou recessão.

As nações que apresentaram mais avanços no último trimestre foram Bolívia e Equador, cujos índices subiram 4,6 e 4,2 pontos em julho até 5,6 e 5,2 pontos em outubro, respectivamente.

Os países com melhor clima para negócios no mês passado foram Chile (7,5 pontos), Peru (7,1), Uruguai (7,0), Brasil (6,8), Colômbia (6,8), Paraguai (6,5), Argentina (5,9) e Bolívia (5,6).

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Crise e guerra cambial freiam negócios na América Latina, segundo FGV

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