Criador do Wikileaks começa nesta semana batalha contra extradição
Criador do Wikileaks começa nesta semana batalha contra extradição
Esta é uma semana crucial para o australiano Julian Assange. O pedido de extradição do fundador do Wikileaks para a Suécia começou a ser julgado nesta segunda-feira (7/2) no tribunal de Belmarsh, em Londres.
Neste momento, o que está sendo avaliado na justiça é apenas o pedido de extradição, e não qualquer decisão jurídica relativa às acusações de crimes sexuais. Sob Assange, pesam quatro acusações na Suécia. Uma mulher, identificada como “Miss A.” queixou-se formalmente contra ele por “coerção ilegal”, dizendo que ele usou o peso de seu corpo para imobilizá-la com intenção sexual. Ela também o acusa de “abuso sexual”, alegando que ele se recusou a usar preservativo, como ela havia pedido, e afirma também que ele “abusou deliberadamente” dela, “violando sua integridade sexual”.
A quarta e última acusação se refere a uma segunda mulher, identificada como “Miss W.”, que o acusa de ter mantido relações sexuais sem preservativo e enquanto ela dormia.
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Os advogados de Assange tentam fazer com que o juiz britânico Howard Riddle negue a extradição, alegando que, na Suécia, ele poderá ser entregue aos Estados Unidos, onde poderia ser condenado a pena de morte por espionagem.
Outro argumento que a defesa deverá usar é de “abuso de direito” por parte da Justiça sueca, já que os crimes ainda não foram investigados porque o processo está na fase inicial. Na semana passada, o relatório da polícia sueca que serve de base à acusação foi entregue.
Em comunicado divulgado na internet, os advogados de Assange argumentam que o pedido de prisão foi feito para puni-lo por sua atuação política, e não por crimes sexuais. Em várias ocasiões, a Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que o governo vai punir os responsáveis pelo vazamento de informações sigilosas.
Assange, que atualmente vive no Reino Unido em regime de liberdade sob fiança, disse em entrevista ao jornal britânico The Guardian que acredita na possibilidade de ser assassinado na prisão. “É tudo uma questão política e podemos presumir que haverá uma tentativa de influenciar Londres”, afirmou.
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