Terça-feira, 12 de maio de 2026
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O governo da Costa Rica, de Laura Chinchilla, divulgou nesta quarta-feira (10/11) um vídeo no qual “demonstra”, segundo essa versão, que a Nicarágua violou o seu território ao ocupar militarmente uma zona fronteiriça.

Na gravação, apresentada por meio de redes sociais e ilustrada com mapas oficiais do Instituto Geográfico Nacional, há o relato sobre a soberania da Ilha Calero, uma área de 156 quilômetros quadrados, às margens do fronteiriço rio San Juan, no extremo norte do Caribe costarriquense.

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Ao mesmo tempo, Chinchilla convocou os representantes do país a discutirem ações contra a suposta violação. Na reunião com os diversos grupos políticos, o Executivo obteve apoio para manter seu posicionamento.

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A Costa Rica, que detém o controle do território em questão — conforme delimita o Tratado Cañas-Jerez, firmado pelos dois Estados em abril de 1858 — ainda espera que a administração de Daniel Ortega se pronuncie até amanhã, prazo estabelecido na terça-feira pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para que essa nação retire os militares do local.

“Se a Nicarágua não responder, a Costa Rica irá convocar os chanceleres dos países-membros da OEA”, declarou o embaixador costarriquenho na OEA, Enrique Castillo, após o prazo de 48 horas estipulado na terça-feira pelo organismo.

Ainda segundo o diplomata, o governo costarriquenho poderia decidir realizar ações mais rigorosas, como sanções econômicas ou até a ruptura das relações diplomáticas com “o país infrator”.

Por sua vez, a administração de Ortega mantém sua posição, repudiando categoricamente a violação. Segundo as autoridades nicaraguenses, suas tropas têm o “direito inalienável de limpar e dragar a via fluvial”, em uma região delimitada como parte de “sua soberania territorial”.

Esse país expressou também sua disposição em manter os efetivos militares na zona da fronteira, com o intuito de combater o narcotráfico.

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Costa Rica divulga vídeo sobre suposta invasão de tropas da Nicarágua

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