Costa do Marfim cancela visto de embaixadores do Canadá e Reino Unido
Costa do Marfim cancela visto de embaixadores do Canadá e Reino Unido
O governo da Costa do Marfim decidiu retirar o visto e expulsar os embaixadores do Reino Unido e Canadá, que não reconhecem a legitimidade do atual presidente, Laurent Gbagbo, reeleito democraticamente no fim de novembro.
Segundo o governo, a decisão se baseia “no princípio de reciprocidade que rege as relações diplomáticas”. No final de dezembro, esses mesmos países cancelaram o visto dos embaixadores marfinenses.
O Reino Unido e Canadá, dois dos países ocidentais que conduzem intensa pressão contra Gbagbo, não admitiram a medida. Eles consideram que o presidente eleito do país é Alassane Ouattara, que teria vencido as eleições realizadas no dia 28 de novembro. O embaixador britânico, Nicholas James Westcott, e a canadense, María Isabel Massip, insistiram que vão continuar no país como representantes diplomáticos de seus países esperando por um eventual governo de Ouattara.
Desde 18 de dezembro, vem Gbagbo ordenando a saída da missão da ONU no país, ONUCI, mas é ignorado pela entidade. Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, deixou claro que as forças da ONU permanecerão na Costa do Marfim.
Todos os embaixadores nomeados até agora por Ouattara foram reconhecidos pelas potências, entre eles seu representante na ONU, Bamba Youssouf, e o encarregado de negócios na Bélgica. Além disso, a França, ex-metrópole da Costa do Marfim, anunciou há poucos dias que tramita o processo de credenciamento do novo embaixador designado por Ouattara.
A União Africana e a ECOWAS (Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental) suspenderam a Costa do Marfim até Ouattara tomar o poder de fato. Já a ONU, a União Europeia, EUA e outros países impuseram sanções pessoais econômicas e de viagem a Gbagbo e pessoas próximas ao presidente reeleito.
*Com agência Efe.
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