Domingo, 17 de maio de 2026
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O governo da Costa do Marfim decidiu retirar o visto e expulsar os embaixadores do Reino Unido e Canadá, que não reconhecem a legitimidade do atual presidente, Laurent Gbagbo, reeleito democraticamente no fim de novembro.

Segundo o governo, a decisão se baseia “no princípio de reciprocidade que rege as relações diplomáticas”. No final de dezembro, esses mesmos países cancelaram o visto dos embaixadores marfinenses.

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O Reino Unido e Canadá, dois dos países ocidentais que conduzem intensa pressão contra Gbagbo, não admitiram a medida. Eles consideram que o presidente eleito do país é Alassane Ouattara, que teria vencido as eleições realizadas no dia 28 de novembro. O embaixador britânico, Nicholas James Westcott, e a canadense, María Isabel Massip, insistiram que vão continuar no país como representantes diplomáticos de seus países esperando por um eventual governo de Ouattara.

Desde 18 de dezembro, vem Gbagbo ordenando a saída da missão da ONU no país, ONUCI, mas é ignorado pela entidade. Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, deixou claro que as forças da ONU permanecerão na Costa do Marfim.

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Todos os embaixadores nomeados até agora por Ouattara foram reconhecidos pelas potências, entre eles seu representante na ONU, Bamba Youssouf, e o encarregado de negócios na Bélgica. Além disso, a França, ex-metrópole da Costa do Marfim, anunciou há poucos dias que tramita o processo de credenciamento do novo embaixador designado por Ouattara.

A União Africana e a ECOWAS (Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental) suspenderam a Costa do Marfim até Ouattara tomar o poder de fato. Já a ONU, a União Europeia, EUA e outros países impuseram sanções pessoais econômicas e de viagem a Gbagbo e pessoas próximas ao presidente reeleito.

*Com agência Efe.





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Costa do Marfim cancela visto de embaixadores do Canadá e Reino Unido

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