Correspondente de rede dos EUA foi agredida sexualmente durante protestos no Egito
Correspondente de rede dos EUA foi agredida sexualmente durante protestos no Egito
Uma das correspondentes do programa “60 Minutes” da rede CBS, Lara Logan, sofreu uma “brutal agressão sexual” durante a celebração popular nas ruas do Cairo após a queda do regime do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, informou nesta terça-feira (15/02) o canal de TV em comunicado.
Segundo a nota, a equipe de televisão da CBS e seus seguranças foram rodeados por “elementos perigosos” no meio da praça Tahrir na sexta-feira passada depois do anúncio de que Mubarak tinha abandonado o poder. “No meio da multidão, ela foi separada da equipe, cercada e sofreu um brutal ataque sexual e espancamento antes de ter sido salva por um grupo de mulheres e cerca de 20 soldados egípcios”, afirma o comunicado.
Posteriormente, a jornalista entrou em contato com seus companheiros e voltou ao hotel, de onde partiu na manhã seguinte para os Estados Unidos. A rede afirmou que Lara está hospitalizada em um hospital se recuperando da agressão. Além disso, assinalou que a jornalista não dará mais informações sobre o incidente.
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Lara Logan, natural da África do Sul, ficou conhecida como correspondente da rede britânica GMTV no início da guerra do Afeganistão, no final de 2001. No ano seguinte foi contratada pela CBS, com a qual cobriu a invasão do Iraque liderada pelos EUA e o conflito que seguiu à ocupação do país árabe.
Segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), pelo menos um jornalista perdeu a vida, 52 foram agredidos e outros 76 detidos durante os protestos populares que colocaram fim no Governo de Mubarak, após 31 anos no poder. A organização com sede em Nova York confirmou nesta terça-feira que todos os profissionais presos já recuperaram a liberdade.
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